Cedral e Potirendaba têm cenários parecidos para a eleição de novembro

ELEIÇÕES 2020

Cedral e Potirendaba têm cenários parecidos para a eleição de novembro

Os atuais prefeitos das duas cidades tentam a reeleição e enfrentam grupos políticos que buscam retornar ao comando do Executivo


Eleições 2020
Eleições 2020 - Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

No próximo dia 15 de novembro, Cedral e Potirendaba vão às urnas para escolher o novo nome que irá comandar o Executivo das cidades nos próximos quatro anos. Com 7.224 eleitores aptos a votar neste ano em Cedral e 12.808 em Potirendaba, os municípios de menos de 20 mil habitantes cada, assim como em 2016, têm duas chapas na disputa a prefeito e vice na corrida eleitoral de 2020: o atual prefeito, que busca a reeleição, e seus opositores políticos tentando voltar ao Executivo, representados por mulheres.

No Legislativo, em Cedral, há nestas eleições 57 candidatos, três a menos que na disputa de 2016. A relação candidato/vaga neste ano é de uma vaga para cada 6,3 candidatos. Entre os partidos que estão na disputa, o Cidadania, do atual prefeito, o PTB, da candidata de oposição, e o PSDB, que apoia o atual prefeito, são os que mais possuem candidatos, com 15 nomes cada.

No total, entre candidatos a prefeito e vereador, 40 registros são do sexo masculino (65,6%) e 21 feminino (34,4%), 16,39% deles têm entre 45 a 49 anos, mesmo percentual válido para os que possuem entre 55 e 59 anos, 52,5% deles são casados. Ainda entre os candidatos, 51 (83,61%) se declararam brancos, 8 (13,11%) de cor/raça parda e 2 (3,28%) preta.

Em relação ao grau de instrução, 30 candidatos (49,18%) disseram ter Ensino Médio completo, 22 (36,07%) Superior completo, cinco (8,2%) Ensino Médio incompleto e 4 (6,56%) Superior incompleto. As ocupações mais frequentes dos candidatos são Outros (19,67%), Servidor Público Municipal (11,48%), Advogado (8,2%), Empresário (6,56%), Vereador (6,56%), Administrador (3,28%) e Dona de Casa (3,28%).

Já Potirendaba tem, neste ano, 90 candidatos, 11 a menos que na disputa de 2016. A relação candidato/vaga nestas eleições é de uma vaga para cada 10 candidatos. Entre os partidos que estão na disputa, o PSD, do atual prefeito, e o Republicanos, aliado do chefe do Executivo, são os que mais possuem candidatos, com 14 nomes cada.

No total, entre candidatos a prefeito e vereador, 59 registros são do sexo masculino (65,6%) e 31 feminino (34,4%), 15,56% deles têm entre 40 e 44 anos, 60% deles são casados. Ainda entre os candidatos, 87 (96,67%) se declararam brancos e três (3,33%) de cor/raça preta.

Em relação ao grau de instrução, 27 candidatos (30%) disseram saber ler e escrever, 26 (28,89%) possuem Superior completo, 18 (20%) Ensino Médio completo, 12 (13,33%) Ensino Fundamental completo, cinco (5,56%) Ensino Fundamental incompleto, um (1,11%) Ensino Médio incompleto e um (1,11%) Superior incompleto. As ocupações mais frequentes dos candidatos são Outros (25,56%), Servidor Público Municipal (16,67%), Administrador (6,67%), Empresário (6,67%), Dona de Casa (5,56%), Pedagogo (4,44%) e Vereador (4,44%).

Em entrevista ao Diário, os dois candidatos às Prefeituras falaram sobre a bandeira de suas campanhas e apontaram o que consideram como principais problemas da cidade. Entre as propostas dos prefeituráveis estão manutenção dos bens públicos, ampliação de vagas em escolas e do atendimento na Saúde, atração de novas empresas, planejamento, preparação para o futuro e transparência.

 

Divulgação/TSE

Nascida em São José do Rio Preto, Rosely Cristiane Gomes Garcia Pedrão (PTB), 49 anos, tenta a Prefeitura de Cedral pela primeira vez, embora tenha sido primeira dama de 2009 a 2016, nas duas gestões de seu marido, o ex-prefeito José Luiz Pedrão. Neste ano, ela disputa a cadeira do Executivo pela coligação "Respeito por você - Respeito por Cedral" (PTB/MDB/PL/DEM) ao lado do vereador Vinícius Périco (PTB).

De acordo com a candidata, o nome da coligação foi escolhido para representar a bandeira de sua campanha, que é estar atenta às necessidades dos moradores da cidade, ouvindo suas reivindicações, ajudando as pessoas que mais precisam e cuidando dos servidores públicos.

"Quando dizemos respeito por Cedral, queremos dizer que queremos cuidar mais dos prédios e bens públicos, não deixando-os sem a devida manutenção, não deixando destruir o que está pronto, e dar continuidade ao que já está começado", disse Cristiane, que apontou como o maior problema do município atualmente a falta de água no bairro Estância das Paineiras.

"Temos também outros graves problemas que assolam nossa cidade, como falta de vagas nas creches, escola superlotada, esgoto sendo despejado na lagoa de tratamento, falta de médicos e falta de geração de empregos", acrescentou a candidata. (AP)

Divulgação/TSE

Natural de Presidente Alves (SP), Paulo Ricardo Beolchi de Lucas (Cidadania), o Janjão, tenta a reeleição junto a seu vice, o administrador Irineo (PSDB). O engenheiro agrônomo, que antes de ser prefeito havia tentado a cadeira do Executivo três vezes (2004, 2008 e 2012) e foi vereador por três mandatos (de 1989 a 1996 e de 2001 a 2004), integra a coligação "Cedral em Boas Mãos" (PSDB/Cidadania) e tem como bandeira de sua campanha o planejamento.

"Vamos continuar trabalhando de forma planejada para resolver os problemas da Saúde, Emprego e Educação de forma definitiva, sem gastos desnecessários, e sem desperdício de dinheiro público", afirmou o prefeito, que disse que investir com planejamento significa, para ele, dizer que todas as áreas receberão a devida atenção.

"A Educação foi prioridade nestes primeiros anos de gestão. Na Saúde, muito foi feito e precisa ser concluído, principalmente a humanização do sistema", acrescentou Janjão, que disse que o problema mais desafiador neste momento é aumentar as vagas de emprego na cidade no período pós-pandemia. "Para isso, tenho trabalhado no sentido de trazer empresas para a cidade", afirmou o prefeito. (AP)

  • Total de eleitores aptos a votar: 7.224 (51,1% do eleitorado feminino e 48,8% do gênero masculino)
  • Faixa etária predominante entre os eleitores: 40 a 44 anos (776 /10,74%)
  • Estado civil predominante entre os eleitores: Solteiro (3.383 eleitores/46,8%)

Grau de Instrução predominante entre os eleitores: Ensino Fundamental Incompleto (1901 / 26,32%)

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral/TSE

Divulgação/TSE

Nascido em Potirendaba, Flávio Daniel Alves (PSD), 45 anos, busca sua reeleição, desta vez ao lado do contador Pirolo (PP) como vice-prefeito na coligação "Eu amo nossa Potirendaba" (Republicanos/PP/PSL/Podemos/PL/PRTB/PSD/AVANTE/PROS). O atual prefeito disputa, neste ano, sua quarta eleição, tendo concorrido outras duas vezes a prefeito (2012 e 2016) e uma a vice-prefeito, em 2004.

Segundo Flávio, seu objetivo, na nova gestão, será honrar a cidade em que nasceu, preparando-a para o futuro, na Saúde, Sustentabilidade e Educação de qualidade, trabalho de acordo com ele já iniciado, desde 2017.

O prefeito destacou o recorde histórico no IDEB em sua administração e a quantidade de vagas disponibilizadas na Educação de maneira geral, além da assistência aos moradores e produtores da área rural. Para ele, o maior problema de Potirendaba atualmente é a antiga rede de água da área central, que constituída de cimento amianto pode causar danos aos moradores, além de ter um elevado custo ao município devido aos vazamentos e rompimentos que precisam ser consertados. (AP)

Divulgação/TSE

Natural de Potirendaba, Gislaine Montanari Franzotti (PTB) concorre a sua terceira eleição na cidade. A advogada, que foi prefeita pelo MDB de 2008 a 2016, ao lado do ex-marido José Luis Franzotti, também ex-prefeito, volta agora junto com o filho, Luiz Sérgio Franzotti (PSDB) na vaga de vice pela coligação "Tempo de Liberdade" (MDB/PV/DEM/PMB/PTB/Cidadania/PSB/PSDB).

De acordo com Gi, a maior bandeira de sua campanha são as pessoas. "É por esta bandeira que estou aqui candidata, pra cuidar das pessoas", afirmou a ex-prefeita, que apontou como principal problema do município a falta de planejamento nas ações do atual governo municipal, aliado à falta de participação da população nas decisões.

"Vamos ouvir mais, tornar o governo mais participativo, entender as necessidades de cada bairro", disse ela, que em seu plano de governo colocou como prioridades a ampliação do atendimento na Saúde, ações de segurança, geração de emprego por meio de uma política de desenvolvimento humano e social e acesso às informações (transparência). (AP)

  • Total de eleitores aptos a votar: 12.808 (51,2% do eleitorado feminino e 48,8% do gênero masculino)
  • Faixa etária predominante entre os eleitores: 35 a 39 anos (1.313 /10,25%)
  • Estado civil predominante entre os eleitores: Solteiro (6.314 eleitores/49,3%)

Grau de Instrução predominante entre os eleitores: Ensino Fundamental Incompleto (4222 / 32,96%)

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral/TSE