Prefeitura recua e mantém restrição a carros no Calçadão de Rio Preto

SÓ APÓS ÀS 18H

Prefeitura recua e mantém restrição a carros no Calçadão de Rio Preto

Comerciantes pressionaram contra estudo feito pela Secretaria de Trânsito


Obra de revitalização do Calçadão de Rio Preto resultou em debate sobre a abertura ou não das ruas para o tráfego de veículos: polêmica
Obra de revitalização do Calçadão de Rio Preto resultou em debate sobre a abertura ou não das ruas para o tráfego de veículos: polêmica - Johnny Torres

A Prefeitura de Rio Preto definiu nesta terça-feira, 6, que o Calçadão permanecerá com o trânsito fechado a veículos durante o dia. No último dia 18 houve uma reunião entre lojistas da região central com membros das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Trânsito e Planejamento para debater a possibilidade da circulação de carros, motos e caminhões a qualquer período. Depois disso, houve um encontro entre os secretários de cada pasta e o prefeito Edinho Araújo (MDB). Ficou definido, então, que os horários permanecerão inalterados — com liberação apenas depois das 18 horas — ao término das obras no local, que passa por remodelação.

No último final de semana, o Diário antecipou que um estudo feito pela Secretaria de Trânsito poderia permitir o trânsito de veículos durante o dia, quando o fluxo de pedestres no local é maior, em função do funcionamento do comércio.

Lojistas foram chamados inicialmente para uma reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Luís de Souza, que ficou responsável pelas tratativas com o setor e também membros da Acirp e do Sincomercio. No entanto, os comerciantes foram, em sua maioria, contra a alteração nas regras de trânsito atuais, que permitem o trânsito de veículos no calçadão somente a partir das 18h nos dias de semana. Aos sábados após o término das atividades do comércio e aos domingos durante todo o dia. As entidades ligadas aos comerciantes receberam a notícia com alívio.

De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Amaury Hernandes, a medida poderia auxiliar quem precisa descarregar carga durante o dia e também pessoas com mobilidade reduzida. Antes da remodelação, um trecho da rua Bernardino de Campos entre as ruas Marechal Deodoro e Siqueira Campos já tinha vagas destinadas a deficientes físicos e idosos. O acesso ao trecho era limitado por uma cancela.

O projeto de revitalização do calçadão, quando foi lançado, estimava um custo de R$ 5 milhões para reformar o todo o trecho do quadrilátero entre as ruas Silva Jardim, Voluntários de São Paulo, Prudente de Moraes e General Glicério.

Na última semana o vereador Jorge Menezes (PSD) apresentou requerimento pedindo à Emurb para que reconsiderasse a possibilidade de permitir o trânsito na região do Calçadão. Segundo Menezes, o tráfego de veículos iria "espremer" a população na calçada e com isso "espantar/diminuir o fluxo de clientes". O Diário tentou falar com Amaury Hernandes nesta terça-feira, mas não conseguiu contato por telefone.

As entidades do comércio receberam com alívio a informação de que a Prefeitura iria recuar no projeto que permitiria o trânsito de veículos no Calçadão nesta terça-feira, 6.

"Eles acertaram. Realmente, o Centro tem a característica que tem ser mantida. As pessoas que vêm de fora vem aqui para andar. O pessoal acabaria parando de vir", afirmou o presidente do Sincomercio, Ricardo Arroyo. "Não aceitaríamos a abertura". No entanto, Arroyo lembra que lombadas deverão ser colocadas no local por onde passam os carros para que a velocidade seja reduzida nos trechos e períodos em que o tráfego será permitido.

O presidente da Acirp, Kelvin Kaiser, sustentou que a decisão foi adequada. "Nesse momento - enquanto as obras não foram finalizadas com sinalização e obstáculos, bem como o regramento ainda não está definido, porque tem parte da obra a ser finalizada - foi uma decisão assertiva, pois acalma comerciantes e consumidores", disse. (LI)