Rillo promete corte de cargos e não quer água do rio Grande
Marco Rillo, candidato a prefeito de Rio Preto pelo Psol, em sabatina do Diário nesta terça-feira, 6
Marco Rillo, candidato a prefeito de Rio Preto pelo Psol, em sabatina do Diário nesta terça-feira, 6 - Guilherme Baffi 6/10/2020

O Diário da Região realizou nesta terça-feira, 6, mais duas sabatinas da série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Rio Preto. Marco Rillo (Psol) falou aos jornalistas do Diário Lucas Israel e Rodrigo Lima prometendo cortar a maioria dos cargos em comissão existentes na Prefeitura, além de municipalizar o Hospital Nossa Senhora da Paz (fechado). O candidato também falou a respeito da pulverização das candidaturas de esquerda no município e se mostrou receoso em fazer campanha eleitoral nas ruas.

Leia principais trechos:

Decisões da pandemia

Mostrou uma fraqueza muito grande, o prefeito, quando, desde o início, o Dr. Aldenis (Borim, secretário de Saúde), mostrando a preocupação dele, mostrando o que estava acontecendo no mundo, e o Edinho, na primeira reunião, ele foi bem até ele estava imbuído da boa intenção de fazer o isolamento social. De repente, a pressão do comércio, a pressão política começou a tirar o entusiasmo dele e do afastamento social. E aí ele começou a entregar os pontos e foi o que virou.

Retomada da Economia

A retomada da economia, você tem que fazer distribuição de renda. Distribuição de renda é priorizar as famílias que estão em situação precária e até de miséria e fome para retomar a economia. E os incentivos que vão acontecer aí no programa do Parque Tecnológico, uma série de coisas, mas principalmente a distribuição de renda é que vai ser o ponto fundamental.

Cargos e cortes

Eu estou falando grosso modo, pode ser um pouco mais, um pouco menos. Não vai ficar 30%. Nós temos que limpar isso aí. O cara sai candidato para fazer legenda. Tem candidato a vereador que já foi quatro, cinco vezes vereador, e que é apadrinhado há mais de 20 anos. Uma secretaria que eu tenho certeza que vou cortar é a de governo. Quem vai cuidar com os vereadores sou eu, quem vai atender o público sou eu. O público que eu digo é a sociedade organizada e o público individualmente vai ser bem recebido pelos secretários, que eu vou por secretários competentes, que vão ter um gabinete.

Abastecimento

Especialistas mostram que Rio Preto tem água para abastecer a cidade por mais de 20 anos. Se o Edinho mandar a "irmã rica" da Prefeitura, que é o Semae, desassorear a Represa para ter mais reserva de água, tratar dos mananciais, da sustentabilidade dos mananciais, e acabar com os vazamentos dessa rede podre existente que não trocam um metro. Eu não vi um metro de rede ser trocado até agora. Então, isso aí precisa ser urgente. Se o Semae não fizer o serviço, aí sim vai faltar água, porque a represa vai assorear e o Edinho sabe que com uma draga mequetrefe que deram lá do Rio Tietê na época da Liberato, eu desassoreei parte do Lago 1 e do Lago 2. E o Valdomiro mandou a draga embora. Agora o que acontece: nós não temos e nós vamos ter que pagar uma fortuna para desassorear e o problema nosso é encontrar o "bota fora" para jogar esse detrito.

Água do rio Grande

Já está pronto o projeto. Eu deixaria na gaveta a decisão para os prefeitos dos próximos 20 anos, se quiserem. Eu não vou mexer com isso aí.

Vila Itália

O Valdomiro Lopes da Silva fez 11 mil unidades populares. A obrigação dele era que os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) cadastrasse as pessoas situação de vulnerabilidade, ou em ação de reintegração de posse. O que ele fez? O Valdomiro não cadastrou as pessoas, não entraram no programa. A Vila Itália era para não existir mais hoje. Aí veio o Edinho. Edinho eu não sei se cadastrou ou não cadastrou, mas ele pisa com o pé e roda em cima desse pessoal da Vila Itália. O defensor público doutor Tanone luta, já derrubou quantas vezes a reintegração de posse. Agora ele, para mostrar que é bonzinho, adiou por seis meses o processo, mas se ele ganhar, Deus queira não vai ganhar, vai jogar a favela da Vila Itália no gueto novamente. O que tem que fazer com ali é urbanizar, dar condições, dar infraestrutura, dar logística. Se não quer fazer isso, faz um programa popular.

(Com Yasmin Lisboa, Arthur Pazin, Gabriel Vital e Luna Kfouri)