Covas torna home office permanente

Prefeitura de SP

Covas torna home office permanente


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou um decreto que torna definitiva a prática de teletrabalho, o home office, no serviço público da capital paulista. Servidores já vêm trabalhando de casa desde o começo da pandemia de covid-19. Os detalhes sobre como funcionarão as regras em cada carreira e função ainda serão definidos em portarias futuras.

Ao justificar a medida, o texto de Covas afirma que, "da experiência com a adoção do regime de teletrabalho no período de emergência, advieram resultados satisfatórios para a Administração, como o aumento da produtividade e a melhoria na prestação de serviços", que há "significativa redução de despesas de custeio" desde que o trabalho em casa começou e que "a experiência global aponta para o caminho irreversível de teletrabalho".

A Prefeitura já vinha ensiando a adoção de alguma medida neste sentido desde o ano passado, quando criou um programa de teletrabalho para funcionários da Fazenda municipal. Com a pandemia, a equipe de Covas identificou que seria possível expandir a proposta para praticamente todo o serviço público ainda neste ano, antes das eleições, uma mudança de gestão que traria a marca de "eficiência" para a campanha. Covas já havia dito, em entrevista ao Estadão, antes do coronavírus, que via a "inovação" como o "diferencial de sua gestão".

De acordo com o decreto, o teletrabalho não poderá ser feito caso traga algum tipo de prejuízo para o atendimento feito ao público nas repartições da Prefeitura. Os funcionários terão de cumprir jornada de trabalho a metas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Gestão. A presença nas repartições também será obrigatória por ao menos um dia na semana, em um esquema de quatro dias em casa para um no trabalho. O servidor não será obrigado a aderir ao novo regime.

Segundo a secretária municipal de Gestão, Malde Vilas Bôas, há estimativa de uma economia de recursos que pode chegar a até R$ 1 bilhão em um prazo de sete anos, considerando que imóveis alugados pela Prefeitura para abrigar departamentos poderão ser devolvidos e até prédios públicos sem uso poderão ser vendidos.