Psol confirma candidatura de Rillo a prefeito de Rio Preto

ELEIÇÕES 2020

Psol confirma candidatura de Rillo a prefeito de Rio Preto

Sem aliança com PT, legenda aposta em chapa pura na briga pelo Executivo


Marco Rillo, durante convenção online do Psol: legenda não fará coligações durante a campanha
Marco Rillo, durante convenção online do Psol: legenda não fará coligações durante a campanha - Reprodução

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol), confirmou nesta segunda-feira, 14, a candidatura de Marco Rillo a Prefeitura de Rio Preto. Ele terá como vice a advogada Luciana Fontes, que também é a presidente da legenda na cidade. Rillo atualmente é vereador e já concorreu a cadeira de prefeito em 1996, quando recebeu 7,7% dos votos.

A convenção teve a participação do também candidato a prefeito, Carlos Alexandre, do PCdoB. Celi Regina, aspirante ao cargo de prefeita pelo PT (leia abaixo), não participou da convenção, apesar de convidada.

Rillo, que cumpre seu 5º mandato como vereador, concorre novamente ao cargo de chefe do Executivo após racha entre partidos da esquerda no município. O desentendimento ocorreu após ele migrar para o Psol, sigla do seu filho, o ex-deputado estadual João Paulo Rillo, que deixou a legenda por desentendimentos com a direção estadual do PT e será candidato a vereador.

Durante seu discurso, Rillo atacou a atuação do prefeito Edinho Araújo (MDB) durante a pandemia de coronavírus que, até esta segunda-feira, 14, já fez 534 vítimas em Rio Preto. "Vocês viram a tristeza que foi as pessoas morrerem nos hospitais, nas macas da Santa Casa e do HB. Edinho fechou o Ielar e deixou a saúde chegar no ponto a que chegou", afirmou.

As críticas foram endossadas pela presidente da legenda, Luciana Fontes. Segundo ela, há uma "Completa ausência de politicas publicas para reduzir os efeitos danosos desta pandemia".

Houve críticas, ainda, quanto a atuação de vereadores, especificamente, aqueles que apoiam o governo Edinho. "A chapa deles tem 200 candidatos, mas não tem nenhum parlamentar com bandeira que defenda diuturnamente. Todos têm interesses", disse. Outro ponto abordado foi a quantidade de comissionados na Prefeitura. "São R$ 30 milhões por ano para manter essa coligação e que deve custar mais caro por causa dessa rixa dos partidos de direita", afirmou.

Sem união

Durante a convenção, Luciana Fontes falou ainda a respeito da quantidade de partidos de esquerda que lançaram candidaturas próprias à Prefeitura. De acordo com ela, houve esforços para que PT, PCdoB e o próprio Psol atuassem de maneira conjunta, com candidatura única de esquerda. "Para que pudéssemos ter maiores chances de combater a direita nesta disputa eleitoral", afirmou.

No entanto, o partido culpou o PT pela tentativa de união ter fracassado. "A frente democrática, liderada pelo Psol com o PCdoB e PT, chocou-se com dificuldades táticas e, infelizmente, com o veto da direção estadual do Partido dos Trabalhadores para sua consolidação", explicou Luciana. O partido sugeriu que os candidatos de outros partidos se filiassem ao Psol e, após o pleito, retornassem aos partidos de origem para cumprir o mandato, mas a ideia foi rechaçada. Por isso, a legenda não irá compor nenhuma coligação.

O DEM realizou convenção na noite desta segunda-feira, 14, na Câmara de Rio Preto e confirmou o ex-deputado estadual Orlando Bolçone (DEM) como candidato a vice-prefeito em chapa encabeçada pelo prefeito Edinho Araújo (MDB), que tentará a reeleição. O encontro, presencial, teve participação de aliados, como o deputado federal Geninho Zuliani (DEM).

Bolçone foi anunciado no início do mês como candidato a vice e participou da convenção do MDB neste sábado, 12, também na Câmara, que também teve transmissão por aplicativo, pela internet. "Quero contribuir, de forma modesta, mas como muito entusiasmo. Vai ser um tempo muito difícil que vamos viver e é precisa que todas as forçam se unam em torno da reconstrução do País no pós pandemia", afirmou na convenção de sábado.

"É uma honra para mim estar junto com Edinho aliás sempre estive juntos, a não ser circunstancialmente, mas nossos princípios, nossos conceitos são os mesmos", disse Bolçone.

O ex-deputado foi candidato a prefeito por duas vezes. Em 2008 foi lançado como apoio de Edinho, que havia cumprido dois mandatos. Ele era secretário de Planejamento.

A partir de 2009, também ocupou governo de Valdomiro Lopes (PSB) no Planejamento. Em 2016 com apoio de Valdomiro, Bolçone disputou a Prefeitura. Em ambas eleições não foi eleito.

(Vinícius Marques)