Preços médios do etanol registram aumento

COMBUSTÍVEIS

Preços médios do etanol registram aumento


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Os preços médios do etanol hidratado subiram em 11 Estados e no Distrito Federal na semana encerrada no sábado, 25, ante o período anterior, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cotação do biocombustível caiu em outros 13 Estados e ficou estável no Amapá e em Sergipe.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,33%, a R$ 2,746, em comparação com R$ 2,737 na semana anterior. Em relação aos últimos 30 dias, quando o preço era de R$ 2,681, a alta foi de 2,42%.

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado ficou em R$ 2,551, representando elevação de 0,71% ante a semana anterior (R$ 2,533) e subiu 2,33% na comparação com os últimos 30 dias (R$ 2,493).

Na Bahia, o biocombustível registrou a maior alta porcentual na semana, de 3,46%. A maior queda semanal, de 9,36%, foi verificada em Roraima.

Na comparação mensal, os preços do etanol subiram em 16 Estados e no Distrito Federal e cederam em outros 10 Estados.

O Estado que registrou a maior alta porcentual na comparação mensal foi Mato Grosso, com elevação de 7,22% no preço do etanol hidratado. A queda mais expressiva foi verificada no Amapá (-6,23%).

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,099 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 2,551, também foi registrado em São Paulo.

O preço máximo individual, de R$ 4,989 o litro, foi verificado em um posto do Rio Grande do Sul.

O Rio Grande do Sul também teve o maior preço médio, de R$ 3,949.

Competitividade

Os preços médios do etanol continuaram vantajosos ante os da gasolina apenas nos quatro Estados brasileiros verificados na semana passada - São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás - todos grandes produtores do biocombustível. Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 65,77% entre os preços médios de etanol e gasolina, também favorável ao biocombustível. O levantamento considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.