Pesquisa mostra Bolsonaro na frente na corrida eleitoral

ELEIÇÕES

Pesquisa mostra Bolsonaro na frente na corrida eleitoral

Segundo a pesquisa, Bolsonaro derrotaria seis possíveis adversários


Presidente Bolsonaro usa máscara em evento  em Brasília; pesquisa é do Instituto Paraná
Presidente Bolsonaro usa máscara em evento em Brasília; pesquisa é do Instituto Paraná - Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lidera todos os cenários de primeiro turno para a corrida presencial das eleições de 2022 segundo levantamento exclusivo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 21 de julho. A pesquisa foi divulgada pela revista Veja.

Apesar de críticas e de um cenário conturbado em meio à pandemia do coronavírus, o chefe do Executivo derrotaria, de acordo com a pesquisa, os seis potenciais adversários em um segundo turno da corrida ao Planalto: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-­prefeito Fernando Haddad (PT), o ex-­governador Ciro Gomes (PDT), o ex-­ministro Sergio Moro, o governador paulista João Doria (PSDB) e o apresentador Luciano Huck.

No entanto, a mesma pesquisa mostra que 48,1% dos brasileiros desaprovam a gestão de Bolsonaro (eram 51,7% no fim de abril) e 38% consideram ruim ou péssimo o seu trabalho (eram 39,4%). Em relação ao levantamento anterior do instituto, a aprovação do presidente oscilou positivamente de 44% para 47,1%, enquanto o contingente que considera seu mandato ótimo ou bom foi de 31,8% para 34,3%

De acordo com especialistas, são dois os motivos que contribuem com a oscilação positiva do presidente: o auxílio emergencial e a nova postura do presidente após os conflitos com o Supremo.

A pesquisa mostra que melhoraram os índices de avaliação no Nordeste, uma cidadela petista e lulista. Os nordestinos ainda são os brasileiros menos afeitos ao presidente, porém os que desaprovam o governo caíram de 66,1% para 56,8% entre abril e julho e os que aprovam subiram de 30,3% para 39,4%.

Nas disputas de segundo turno, depois de Lula, Moro é quem mais se aproxima de Bolsonaro (44,7% contra 35%).