Serra pede que STF suspenda investigação

Caixa 2 na Lava Jato Eleitoral

Serra pede que STF suspenda investigação


Senador José Serra, do PSDB, foi alvo da Operação Paralelo 23, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira, referente a suposto repasse irregular de 
R$ 5 milhões 
para campanha eleitoral de 2014
Senador José Serra, do PSDB, foi alvo da Operação Paralelo 23, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira, referente a suposto repasse irregular de R$ 5 milhões para campanha eleitoral de 2014 - Valter Campanato/Agência Brasil

O senador José Serra (PSDB-SP) apresentou reclamação nesta sexta-feira, 24, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender as investigações da "Lava Jato Eleitoral", que miram em repasses de R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha do tucano. Segundo a defesa do parlamentar, as investigações citam fatos relacionados ao seu atual mandato - o que viola a prerrogativa de foro privilegiado.

Serra foi alvo da Operação Paralelo 23, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira, 21. As investigações tiveram como base a delação de Elon Gomes, empresário ligado à Qualicorp, que relatou repasses milionários para turbinar a campanha do tucano ao Senado em 2014. O fundador do conglomerado de saúde, José Seripieri Filho, foi preso.

A defesa de Serra alega que a Justiça Eleitoral autorizou medidas que atingem fatos e acontecimentos posteriores às eleições de 2014.

"O real propósito daquela apuração é investigar o parlamentar por crimes supostamente praticados no desempenho de sua atividade como congressista e diretamente relacionados à fundação parlamentar", afirmaram os advogados do tucano.

A reclamação de Serra está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. A defesa do tucano pede que as investigações sejam suspensas e o caso remetido ao STF.

A prerrogativa de foro privilegiada foi usada pelo presidente do STF, Dias Toffoli, ao barrar buscas da PF no gabinete de Serra, em Brasília, durante a operação. O ministro considerou a diligência ampla demais, com risco de atingir documentos e informações relativas à atuação de Serra como senador.

O entendimento do Supremo delimitou o foro privilegiado a somente crimes cometidos por autoridades no exercício do mandato e em função do cargo - o que não é o caso do tucano, cujas apurações miram a campanha de 2014, segundo a Promotoria Eleitoral.

As investigações contra Serra tiveram base na delação do empresário Elon Gomes de Almeida, que delatou repasses de R$ 5 milhões para o tucano via caixa dois e sob demanda de José Seripieri Filho, o Júnior da Qualicorp.