PGR vai analisar queixa contra família Bolsonaro

No Supremo

PGR vai analisar queixa contra família Bolsonaro

O encaminhamento da notícia-crime para a PGR trata-se de um rito processual


Senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público
Senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público - Beto Barata/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime apresentada pela deputada Maria Perpétua de Almeida contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, em razão da rede de contas e perfis falsos ligados a integrantes dos gabinetes da família que foi derrubada pelo Facebook por 'comportamento inautêntico coordenado'.

O encaminhamento da notícia-crime para a PGR se deu nesta terça, 21, e trata-se um rito processual. A parlamentar pede que o procedimento seja apensado ao inquérito das fake news, que investiga notícias falsas e ofensas contra o Supremo Tribunal Federal.

Além disso, a parlamentar pede que seja solicitado ao Facebook, todas as informações relativas à investigação que identificou e removeu 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook e 38 contas no Instagram por 'comportamento inautêntico coordenado'.

O anúncio da derrubada se deu no último dia 8 e fazia parte de uma remoção de redes de desinformação que operavam em quatro territórios postando conteúdo relacionado a assuntos políticos domésticos.

No Brasil, o material investigado pela plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro. Na lista está Tercio Arnaud Thomaz, que é assessor do presidente e integra o chamado 'gabinete do ódio', núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto.

A Polícia Federal já havia pedido acesso aos dados da investigação do Facebook. O ministro Alexandre de Moraes atendeu o pedido e autorizou a diligência em dois inquéritos sigilosos que correm no STF: o das fake news e o dos atos antidemocráticos.

No âmbito do primeiro, Alexandre de Moraes chegou a apontar, em maio, indícios de que um grupo de empresários atuava de maneira velada financiando a disseminação de notícias falsas e conteúdo de ódio contra integrantes da Corte e outras instituições. O ministro também definiu como 'associação criminosa' o grupo do 'gabinete do ódio'.