Governo nega intenção de privatizar Semae

COLUNA DO DIÁRIO

Governo nega intenção de privatizar Semae

Superintendente Nicanor disse que a privatização do Semae "não está no horizonte" de Edinho


Sede do Semae em Rio Preto: concessão de autarquia foi descartada pelo prefeito Edinho Araújo
Sede do Semae em Rio Preto: concessão de autarquia foi descartada pelo prefeito Edinho Araújo - Divulgação/Semae

Após o presidente Jair Bolsonaro sancionar o novo marco regulatório do saneamento básico no País, que permite investimentos privados no setor, adversários do prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), pretendem adotar, durante o período eleitoral, discurso contra uma suposta privatização do Semae.

O superintendente da autarquia, Nicanor Batista, afirmou à Coluna que o prefeito "tem reiterado que não irá privatizar o Semae, todas as vezes em que é questionado". Nicanor disse que a privatização do Semae "não está no horizonte" de Edinho. "O Marco Regulatório do Saneamento Básico é um avanço para resolver o problema no país. Ele abre a possibilidade da gestão para a iniciativa privada, principalmente em municípios que não têm capacidade de investimento e cujo serviço é deficitário. O Brasil tem 35 milhões sem água tratada nas torneiras e 100 milhões sem coleta e tratamento de esgotos. É preciso acabar com esse déficit no saneamento. Não é o caso de São José do Rio Preto. A cidade tem um serviço de saneamento básico de excelência", afirmou Nicanor. 

A autarquia foi criada em 2001 durante o governo anterior de Edinho, quando a cidade enfrentava períodos da falta d'água, e possui projetos estratégicos em execução, como é o caso da captação de água no rio Grande. O superintendente do Semae afirma que o emedebista foi o responsável pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que foi ampliada para atender até 600 mil pessoas. "Portanto, a privatização sequer é estudada. Somos um modelo de autarquia pública para o país", disse Nicanor.

 

Na lata - O deputado federal Fausto Pinato (PP) se posicionou contra a proposta de Reforma Tributária enviada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro. Ele afirma que a a reforma é "incompleta e pouco abrangente" e que aumenta a carga tributária de alguns setores. "Caberá ao Congresso Nacional corrigir as omissões, distorções e equívocos da reforma tributária do senhor (Paulo) Guedes", afirmou o deputado.

Mapa - O governo estadual irá anunciar na sexta-feira, 24, as novas medidas que serão adotadas em meio à pandemia de coronavírus e o plano de retomada da economia. A regra atual vale até dia 30. A equipe do governador João Doria adotou discurso otimista nesta quarta, 22. Foi anunciada redução de casos registrados em todo Estado. A expectativa é que baixada santista e a capital avancem para etapa verde do plano. A situação de Rio Preto ainda preocupa, com tendência e permanecer laranja.

Reprodução