Maia diz que não há votos para adiamento das eleições

Eleições 2020

Maia diz que não há votos para adiamento das eleições

Para o projeto passar na Câmara são necessários 308 votos dos deputados federais. A mudança nas datas depende do aval do Congresso


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conversa com líderes de partidos
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conversa com líderes de partidos - Divulgação/Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a defender o adiamento das eleições municipais deste ano, previstas para outubro, em razão da pandemia de Covid-19, mas afirmou que ainda não há votos na Câmara para aprovar a matéria. Pelas regras em vigor, a eleição está prevista para 4 de outubro. Em caso de segundo turno, a votação ocorre em 25 de outubro.

Para o projeto passar na Câmara são necessários 308 votos dos deputados federais. A mudança nas datas depende do aval do Congresso.

O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/20) que prevê que o pleito seja realizado nos dias 15 e 29 de novembro. Maia considera legítimo que os parlamentares defendam a manutenção da data das eleições, mas criticou os prefeitos que pressionam os deputados a não alterarem a data.

De acordo com ele, prefeitos querem recursos para combater a pandemia, mas não querem adiar as eleições em razão da crise sanitária. "É interessante a pressão de prefeitos por recursos porque a pandemia atinge os municípios com alto número de infectados, a economia caindo e ao mesmo tempo, uma pressão pelo não adiamento. Se não precisa adiar a eleição, é porque não tem mais crise nos municípios", afirmou.

Maia diz estar dialogando com os líderes para avançar na proposta de adiamento das eleições. "A eleição não pode estar à frente de salvar vidas e proteger as famílias brasileiras", defendeu.

O projeto aprovado no Senado deixou uma espécie de "janela" que dá poderes ao tribunal para fazer nova alteração na data das eleições, de forma pontual, em municípios nos quais ainda se verifiquem condições sanitárias arriscadas.

Caso o adiamento, em virtude da pandemia da covid-19, for necessário em todo um estado, a autorização de novo adiamento deverá ser feita pelo Congresso Nacional. Esses adiamentos só poderão ocorrer até 27 de dezembro.

Além disso, o TSE também poderá ampliar hipóteses de justificativa eleitoral nos casos em que a epidemia não desacelere e eleitores não se sintam seguros a sair para votar. O próprio relator sinalizou positivamente sobre a possibilidade do Congresso, caso seja necessário, aprovar anistia para os que não forem votar.