MP cita cinco vezes Flávio como líder de organização criminosa
Senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público
Senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público - Beto Barata/Agência Senado

Na representação enviada à Justiça, com os pedidos de prisão do ex-PM Fabrício Queiroz e de sua mulher Márcia Oliveira de Aguiar, o Ministério Público do Rio fez diferentes referências ao senador Flávio Bolsonaro, cinco como "líder da organização criminosa" instalada em seu gabinete quando deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio. As indicações tratam de depósitos fracionados em espécie na conta do parlamentar, pagamento de boletos do então deputado por Queiroz e supostos crimes cometidos por seu advogado à época.

Flávio e Queiroz estão no centro das investigações do MP do Rio sobre supostos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro praticados entre 2007 e 2018. As apurações miram a pratica de rachadinha - desvios de salários dos assessores da Alerj que, segundo a Promotoria, ocorriam "de forma reiterada e estruturada".

A Promotoria rememora ainda da primeira ofensiva do caso Queiroz, que cumpriu 24 mandados de buscas em dezembro de 2019, parte deles em endereços ligados a Flávio Bolsonaro, a Queiroz e a Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.