Donos de salões protestam por reabertura em Rio Preto

EM FRENTE À PREFEITURA

Donos de salões protestam por reabertura em Rio Preto

Com caixa de som e cartazes, a categoria reuniu 20 pessoas para pressionar o prefeito Edinho Araújo (MDB)


Profissionais se reuniram em frente à Prefeitura de Rio Preto na manhã desta terça-feira, 23
Profissionais se reuniram em frente à Prefeitura de Rio Preto na manhã desta terça-feira, 23 - Guilherme Baffi 23/6/2020

Proibidos de reabrir as portas pelo Tribunal de Justiça, em São Paulo, donos de salões de beleza e barbearias de Rio Preto protestaram nesta terça-feira, 23, contra o fechamento do setor. Com caixa de som e cartazes, a categoria reuniu 20 pessoas para pressionar o prefeito Edinho Araújo (MDB).

Os estabelecimentos baixaram as portas em 24 de marco, com início da quarentena no Estado contra a pandemia de coronavírus. Em abril, os estabelecimentos chegaram a reabrir em abril, mas voltaram a fechar em 1º de junho, quando a Prefeitura seguiu novas regras do Estado. A partir daí, iniciou uma batalha judicial, com decisões favoráveis em parte dos pedidos.

Entre as autorizações da Justiça de Rio Preto para o setor reabrir está a liminar concedida para cerca de 170 associados à Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp). No entanto, assim que os recursos do governo Edinho chegaram no TJ, as liminares foram caindo.

Sem saída, a categoria voltou a protestar em frente à Prefeitura. "Nós viemos não para subir aí para ouvir sua 'ladainha', nós viemos para dizer que estamos indignados com sua atitude. Nós ganhamos na Justiça para trabalhar com cuidado necessário", afirmou o grupo. O protesto também questionou se Edinho já andou de ônibus ou foi ao supermercado, com aglomerações.

A assessoria do prefeito informou que os estabelecimentos seguem o Estado. Pelo plano São Paulo de reabertura, Rio Preto está na fase 2, a laranja, pela qual esses estabelecimentos estão vetados. "Inclusive há uma decisão da Justiça que determina que o município não tem autonomia para fazer alterações. Embora considere justa a reivindicação, a Prefeitura não pode ir além", afirma a nota do município.