Governo do Estado mantém Rio Preto na fase 2 da quarentena

PLANO SP

Governo do Estado mantém Rio Preto na fase 2 da quarentena

Nova avaliação sobre retomada da economia será feita pelo Estado na próxima sexta-feira


Governador de São Paulo em anúncio nesta sexta, com mapa da situação do Estado ao  fundo
Governador de São Paulo em anúncio nesta sexta, com mapa da situação do Estado ao fundo - Divulgação/Governo SP

O governador João Doria (PSDB) atualizou nesta sexta-feira, 19, a situação das regiões do Estado sobre plano São Paulo de reabertura e Rio Preto permanece na fase 2, a laranja, ao menos até 28 de junho. Nesta classificação, a cidade está autorizada pelo Estado a abrir atividades não essenciais, incluindo o comércio, com restrições. As regiões de Barretos, que inclui Olímpia, Presidente Prudente e Ribeirão Preto permanecem na fase mais restritiva, a fase 1, a vermelha, com permissão apenas para o funcionamento de serviços considerados essenciais.

Pela atualização do governador, o mapa vermelho do Estado foi ampliado, com a inclusão das regiões de Registro e Marília. O restante das cidades permanece na cor laranja e nenhum município está na fase amarela - com liberação de bares, restaurantes, salões de beleza e barbearias - ou na fase verde, com reabertura de academias.

O governador João Doria (PSDB) afirmou que uma nova avaliação será anunciada na próxima sexta-feira, 26. "Decidiremos de acordo com orientação da área médica. Seja isso bom, ou mal para a imagem do governador do Estado", disse o tucano. O posicionamento de Doria vem desde o início da quarentena no Estado, adotada em 24 de março com ações de combate à Covid-19. Desde então, o decreto estadual foi prorrogado por cinco vezes.

Flexibilização

Sobre a proposta apresentada pelo prefeito Edinho Araújo (MDB) ao governador e ao secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, para aumentar de quatro para cinco horas o funcionamento do comércio e dos shoppings e, em contrapartida, fechar os estabelecimentos comerciais aos domingos e as segundas-feiras, Doria informou que o pedido está em análise pelo comitê estadual de combate ao coronavírus.

No entanto, diferentemente do que esperava o governo de Edinho, a chancela ou não à proposta, não foi confirmada pelo Estado nesta sexta. De acordo com apuração do Diário, a resposta sobre a flexibilização do horário será dada na próxima terça-feira, 23.

Pandemia

Na média estadual, nos últimos sete dias, em relação ao período anterior, houve redução na taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para Covid-19 de 69,1% para 66,5%, além de aumento médio de vagas por cem mil habitantes de 18,1 para 19,1.

A média dos registros estaduais desta semana comparados com a média da semana passada também sofreu reduções no número de casos - 10% a menos - e internações, com 1% de redução. No entanto, a taxa semanal de mortes subiu 7% em relação ao período anterior.

(Colaborou Francela Pinheiro)

 

Embora tenha anunciado que a intenção era colocar a proposta de flexibilização do horário do comércio em prática já a partir desta sexta-feira, 19, o que não ocorreu por falta de decisão do governador João Doria (PSBD), o prefeito Edinho Araújo (MDB) se diz “otimista”.

“O prefeito Edinho Araújo continua otimista quanto ao atendimento de sua proposta que contou com o apoio de prefeitos do Conselho Municipalista, do comitê de enfrentamento ao coronavírus e do empresariado de São José do Rio Preto”, diz nota enviada pela assessoria de Edinho.

O pedido para aumentar o horário do comércio de rua e adequar o horário de abertura dos shoppings também para cinco horas é um pedido, inclusive, da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp). Pressionados pela Saúde do município pelo aumento de casos e de mortes por Covid-19 na cidade, os comerciantes afirmam que as aglomerações provocadas pelos horários apertados aumentam os riscos de contágio.

A categoria também afirma que da forma como está o funcionamento, há prejuízos para manter os estabelecimentos abertos, uma vez que a carga horária diária de quatro horas traria problemas nas regras de contratação. O setor também concorda com o fechamento aos domingos e segundas-feiras, por serem dias de poucas vendas. (FP)