Parlamentares e ex-aliados reagem a prisão de Queiroz

Entre as manifestações sobre a prisão de Fabrício Queiroz, surgiram pedidos para que o ex-assessor do agora senador Flávio Bolsonaro aceite virar delator. Também surgiram questionamentos sobre eventual participação do presidente da República na "estadia" dele na casa do advogado Frederick Wassef e até pedido de cassação do mandato de Flávio.

Entre os mais incisivos está o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Em uma série de publicações, o parlamentar questionou se a ideia de "esconder o Queiroz na casa do advogado do 01" foi de Bolsonaro e afirma que o ex-assessor tem relações com a milícia do Rio, tendo inclusive apresentado o ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, o "Capitão Adriano" - morto na Bahia e apontado como chefe da milícia Escritório do Crime - a Flávio Bolsonaro.

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Sustentabilidade-AP), foi mais radical em sua manifestação. O senador defendeu a cassação do mandato de Flávio e que o filho do presidente fosse levado até a Justiça.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), publicou uma série de mensagens com a hashtag #DelataQueiroz em seu Twitter.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não fez nenhuma crítica direta. No entanto, aproveitou para voltar ao tema de que a independência entre as instituições.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por sua vez, usou as redes sociais para esclarecer que o imóvel em que houve buscas na zona norte do Rio não pertence ao seu pai.