Doria anuncia hoje posição de Rio Preto dentro do Plano SP

EM RIO PRETO

Doria anuncia hoje posição de Rio Preto dentro do Plano SP

Comitê estadual de combate ao coronavírus se reúne na manhã desta sexta e analisa mudanças no comércio e 'mini-lockdown", com fechamento aos domingos e segundas, apresentada por Edinho


Movimentação de pessoas no Calçadão de Rio Preto na semana passada, que tem abertura parcial
Movimentação de pessoas no Calçadão de Rio Preto na semana passada, que tem abertura parcial - Johnny Torres 10/6/2020

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anuncia nesta sexta-feira, 19, a reclassificação de regiões do Estado, de acordo com o plano São Paulo de retomada da economia em meio à pandemia de coronavírus. Em Rio Preto, a expectativa é saber se a proposta do prefeito Edinho Araújo (MDB), de ampliar o horário do comércio varejista e dos shoppings por cinco horas diárias, de terça a sábado, será aprovada pelo Estado. Edinho propõe, em contrapartida, um mini-lockdown durante aos domingos e segundas-feiras, com abertura apenas de serviços essenciais. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira, 17, ao secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, durante reunião virtual com prefeitos da região.

Segundo o Diário apurou, a proposta será analisada pelo comitê do governo estadual de combate ao coronavírus. Na cúpula do governo Doria, a proposta não encontra resistência. No entanto, é preciso aval do setor de Saúde do Estado para o plano ser colocado em prática.

O prefeito recebe pressão de setores do comércio para ampliar a liberação de mais atividades. Comerciantes brigam na Justiça para maior flexibilização. O pedido para maior ampliação de horários, por exemplo, é uma queixa de entidades que representam os setores.

Pelas regras atuais, decretadas em 1º de junho, o comércio varejista, que inclui logistas do Calçadão, pode abrir por quatro horas por dia, com limitação de 20% da capacidade de público. No entanto, o setor reclama que essas restrições favorecem aglomerações e, com isso, ampliam os riscos de contágio à doença.

Conforme regras definidas por decreto de Doria, a região administrativa de Rio Preto, que engloba cerca de 100 municípios, está na fase 2, a laranja, do plano de reabertura. Nesta etapa, é permitido abertura de setores, como comércio, com restrições. A tendência é de que o governo estadual anuncie que a região irá permanecer na mesma fase, segundo apurou o Diário.

Na sexta-feira, 26, haverá uma próxima reavaliação. O município acumula, nos últimos dias, um aumento de casos de Covid-19 e de mortes pela doença. Além dos fatores de casos, evolução da pandemia e mortes, o governo Estadual leva em consideração também a taxa de ocupação de leitos em UTI, com pacientes de Covid-19, para fixar as fases no plano de retomada da economia - em Rio Preto, a taxa é considerada satisfatória, abaixo de 55% dos leitos.

Se passar para fase posterior, a fase 3, a amarela, Rio Preto liberaria abertura de salões de beleza e barbearias, também com restrições de higiene e público. Já regiões que estão na fase 1, a vermelha, como Barretos, que engloba Olímpia, só tem autorização de liberação de serviços considerados essenciais. Nesta quinta, a Justiça determinou que Olímpia siga as regras definidas pelo Estado.

A fase 4 do plano, a verde, permite abertura de academias de ginástica. Já na fase azul, praticamente todas as atividades são permitidas. Nenhuma região administrativa do Estado de São Paulo está acima da fase 2 do plano.

Rebaixa

Nesta sexta, o governo paulista deve anunciar rebaixamento de duas regiões administrativas para a fase vermelha da reabertura. Isso deve ocorrer na região de Sorocaba e Campinas que possuem taxas de ocupação de UTI de 100% dos leitos disponibilizados para tratar o coronavírus. As análises do Estado são feitas às sextas-feiras e, em caso de mudanças, passam a valer na segunda-feira seguinte.

A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira, 18, pedido da Prefeitura de Olímpia para poder abrir o comércio. O município foi rebaixado da fase 3, a amarela, para a 1, a vermelha, a mais rígida do Plano São Paulo para retomada das atividades econômicas. Na fase vermelha, Olímpia tem autorização para abertura apenas dos serviços essenciais. A Prefeitura contestou a reclassificação na Justiça.

Na contramão da classificação feita pelo governo do Estado, a Prefeitura chegou a publicar um decreto na última terça-feira, 16, para regulamentar quais serviços poderiam funcionar na cidade.

A decisão da Justiça nesta quinta, no entanto, mantém a cidade na faixa 1. Em nota, a Prefeitura afirmou que irá recorrer. "Enquanto aguarda o resultado do recurso, a Administração irá publicar, nesta sexta-feira (19), um novo decreto com a classificação da cidade na Fase 1 (Vermelha), sendo que todos terão um prazo de 24h para se adequarem às novas medidas, a fim de respeitar as regulamentações", informou o comunicado.