Após as acusações que fez contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente, o empresário Paulo Marinho afirmou que está "perplexo" com a possibilidade de suas contas bancárias estarem passando por uma "devassa". A alegação fez com que a defesa do pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo PSDB pedisse uma investigação ao Ministério Público Federal para apurar o caso.

"O que me deixou perplexo foi a notícia que li em um site prestigioso de que está sendo feita devassa em minhas contas por gente de Brasília", disse, referindo-se ao site O Antagonista. "Eu solicitei ao procurador que tomasse as providências e apurasse."

Marinho foi à sede do MPF no Rio nesta quinta-feira, 21, para prestar novo depoimento após as acusações feitas em entrevista à Folha de S. Paulo no último domingo. Ele já havia comparecido ontem à superintendência da Polícia Federal, onde passou mais de cinco horas.

"Reproduzi o meu depoimento de ontem com riqueza de detalhes maior porque a investigação aqui é mais ampla. Trouxe provas, deixei nas mãos do procurador. E ele me recomendou que eu, igualmente ao depoimento de ontem, não declarasse ou divulgasse o teor."

O procurador Eduardo Benones, por sua vez, disse na saída que o conteúdo apresentado por Marinho é significativo e faz com que as investigações continuem. "Foi produtivo. Com o que tivemos ontem, agregando com o que tivemos hoje, no mínimo temos razão para continuar as investigações", afirmou.

Marinho e sua defesa não deram detalhes sobre o que seria a suposta devassa nas suas contas bancárias.