GUAPIAÇU

Vereadores prometem ir à Justiça por CPI


Com a negativa do presidente da Câmara de Guapiaçu, Junior Pereira Cardoso (PSDB), de instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta terça-feira, 19, para apurar a denúncia de que o prefeito Carlos Cesar Zaitune (MDB), cinco vereadores de Guapiaçu vão entrar com um mandado de segurança para garantirem seus direitos e pedir o afastamento de Cardoso da função. O prefeito é acusado de receber propina de R$ 400 mil pela doação de uma área de 26 mil metros quadrados a uma madeireira, em 2018.

O requerimento foi assinado pelos vereadores Claudio Ventura de Lima (PHS), Vanderlei Perozin (PSD), Eduardo Fernandes Gimenez (MDB), Juliano Vetorasso (PTB) e Alessandro Merighi Gilio (MDB) foi protocolado dia 30 de abril, mas não foi atendido por Cardoso na sessão desta terça-feira, 19. "Não é competência nossa. E acabou", disse Cardoso ao deixar de abrir a investigação.

Cardoso é cotado para ser candidato a vice-prefeito na campanha de reeleição de Zaitune em outubro. O tucano havia ainda pedido parecer jurídico da Casa na sessão do dia 5. "Vamos entrar com um mandado de segurança pedindo o afastamento dele, que burlou o regimento", disse Ventura.

O advogado Silvio Roberto Seixas Rego, diretor Jurídico do Legislativo, sinalizou pelo arquivamento da denúncia, alegando se tratar de ser falsa. Ele orientou Cardoso a encaminhar a acusação ao Ministério Público, o que já havia sido feito pelo grupo de vereadores, e à Polícia Civil.

Os vereadores apoiam a abertura da CPI na declaração pública e, por escrito, de Percival Lopes, presidente da Associação Clube do Rodeio de Guapiaçu, que disse ser um "laranja" no esquema do recebimento de parte do dinheiro pela conta do clube.

Ao Diário, Zaitune garantiu que os R$ 80 mil depositados na conta do clube foram relativos a patrocínio para festa do peão, e não propina.