Sem rumo na pandemia

Presidente recebe currículo de médicos, militares e youtuber


Em plena pandemia da Covid-19 e após mais de 16 mil mortos pela doença, o presidente Jair Bolsonaro tem recebido sugestões de médicos, militares, deputados e até um youtuber para assumir o cargo de ministro da Saúde durante a crise. Bolsonaro, por sua vez, tem dito a interlocutores que pode levar algumas semanas para a escolha do sucessor do oncologista Nelson Teich, que se demitiu na última sexta-feira, 15.

O presidente quer evitar o desgaste de uma nova demissão precoce e garantir um aliado no cargo que esteja alinhado a ele em questões como uso da cloroquina e distanciamento social. A dificuldade é justamente encontrar alguém que não questione a visão do presidente, mas receba o mínimo de respaldo da comunidade médica e científica.

Até a escolha de novo ministro, o secretário executivo da Saúde, general Eduardo Pazuello, ocupa interinamente o comando da pasta.

A oncologista Nise Yamaguichi é lembrada desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta (DEM). Ela apoia o uso precoce da hidroxicloroquina e esteve com Bolsonaro na última sexta-feira, 15.

Yamaguichi reuniu-se nesta segunda-feira, 18, em Brasília, com o médico e youtuber Italo Marsili, também defendido por parte da militância pró-Bolsonaro ao cargo de ministro da Saúde.

Crítico ao distanciamento social, o médico e deputado federal Osmar Terra (MDB) também agrada. O médico, vice-almirante e diretor de Saúde da Marinha, Luiz Fróes, também é citado, assim como o ex-ministro da Saúde, o deputado Ricardo Barros (PP).