Cartão corporativo

Senador pede ao TCU que investigue gastos sigilosos


Senador Fabiano Contarato aponta supostas irregularidades em despesas
Senador Fabiano Contarato aponta supostas irregularidades em despesas - Waldemir Barreto - Agência Estado

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira, 13, para que sejam apuradas possíveis irregularidades nos gastos sigilosos com cartão corporativo no governo de Jair Bolsonaro. A representação tem como base reportagens do Estadão que mostraram aumento nos gastos vinculados à Presidência nos primeiros meses deste ano.

Ao todo, a fatura de janeiro a abril deste ano foi de R$ 3,7 milhões, o dobro da média dos últimos cinco anos. Bolsonaro justificou a alta com custos da operação que resgatou 34 brasileiros em Wuhan, na China, em fevereiro. Segundo ele, foram R$ 739,6 mil bancados com o cartão corporativo da Presidência. Mesmo descontado o valor com a viagem, porém, os gastos continuam 59% acima da média do período.

"É preciso auditar os referidos gastos, bem como impor medidas de transparência quanto às despesas que não representem risco à segurança nacional", afirmou o senador da Rede.

Na representação, Contarato pede ao tribunal que, antes mesmo de analisar possíveis irregularidade, determine que seja retirado o sigilos dos gastos dos cartões corporativos da Presidência, mantendo sob segredo apenas os que possam comprometer a segurança do presidente e de sua família.

"O presidente da República justifica a alta na despesas com a realização de viagens internacionais. Não há, contudo, justificativa razoável para que os referidos gastos sejam mantidos em sigilo, em frontal descumprimento aos princípios e regras que regem a Administração Pública", disse o senador.