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RIO PRETO

Um dia após reabertura do comércio, Prefeitura de Rio Preto já faz alerta

Procurador-geral do município, Adilson Vedroni, afirma que flexibilização não é "liberação geral", que regras devem ser seguidas e comércio será fiscalizado


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Menos de 24 horas depois de anunciar a reabertura gradual do comércio, com flexibilização de atividades que podem funcionar, a Prefeitura de Rio Preto lançou alerta de que a medida não representa "liberação geral". As empresas que agora podem atender presencialmente, como óticas, estacionamentos, hotéis, consultórios, comércio de peças e acessórios, lojas de materiais de construção, e outros já permitidos anteriormente devem seguir as regras de atendimento, com distanciamento, máscaras para funcionários e disponibilização de álcool em gel.

A ampliação de serviços que podem funcionar foi anunciada por Edinho Araújo (MDB) na tarde da última quarta-feira, 15, em comunicado que teve a presença do secretário de Saúde, Aldenis Borim. Agora, a Prefeitura seguirá o decreto do estado de forma mais ampliada. A regra estadual, de fechar serviços considerados não essenciais, permanece até quarta, 22. O novo decreto da Prefeitura, que entrou em vigor nesta quinta, também segue a mesma data. As regras podem ser consultadas na íntegra no site do Diário.

A fiscalização da Prefeitura vai continuar, mesmo com a flexibilização. São as mesmas regras que valem, por exemplo, para supermercados, farmácias e padarias. O alerta foi feito nesta quinta-feira, 16, pelo procurador-geral do município, Adilson Vedroni. "Não houve uma liberação geral, como alguns estão interpretando. Na verdade, foi uma adequação, ajustes em relação ao que constava no decreto municipal em relação àquelas atividades que constavam no decreto estadual", afirmou o procurador. "As atividades permitidas devem respeitar rigorosamente as regras de higienização sanitária, de distanciamento mínimo entre pessoas e de aglomeração. Essas regras serão fiscalizas com bastante rigor", complementou Vedroni.

Mesmo com a flexibilização, existem setores que continuam com atividades suspensas, como eventos, centros de ginástica, comércio ambulante, clínicas de estética, clubes e associações recreativas. "Tiramos algumas restrições porque no período de isolamento maior o sistema de saúde teve condições de se estruturar. Todas as medidas são analisadas diariamente", afirmou o secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi.

A movimentação no Calçadão de Rio Preto foi acima da registrada nos últimos dias. Dentro dos estabelecimentos, os funcionários atenderam com máscaras no rosto para proteção.

(Colaborou Marco Antonio Santos)

Mesmo com a flexibilização no funcionamento do comércio, novo protesto foi registrado no final da tarde desta quinta-feira, 16, na avenida Alberto Andaló. Os motoristas fizeram buzinaço em frente à Prefeitura e exibiram faixas pedindo a reabertura geral dos estabelecimentos. Também fizeram críticas ao governador João Doria (PSDB) e ao prefeito Edinho Araújo (MDB), que adotaram medidas restritivas. Um motorista chegou a descer do veículo, o que iria impedir o trânsito na avenida, e foi advertido pela Guarda Civil Municipal. O agente disse que iria multar o motorista em R$ 5 mil por impedir o trânsito. Ele, então, voltou ao carro. As punições são recomendações do Ministério Público para cumprimento do decreto estadual, que prevê a quarentena.

Pedidos

Vereadores também defenderam abertura mais ampla do comércio. Nesta quinta, Jorge Menezes (PSD) e Anderson Branco (PL) encaminharam a Edinho solicitação de maior flexibilização e também para esclarecimento de dúvidas. "Revendedoras de veículos, por exemplo, estão em dúvida sobre as regras, porque querem trabalhar. Acho que é possível ampliar mais a abertura do comércio", disse Branco. No ofício, eles pedem a reabertura de academias, lava jatos e clínicas de estética. (VM)