Ignorância

Ignorância
Em diversos momentos da história, líderes autoritários ascenderam ao poder explorando medos coletivos e construindo inimigos imaginários. Essa estratégia, infelizmente, continua atual. O mecanismo é simples, identifica-se um grupo político ou social como responsável por todos os males.
Já vimos isso no nazismo contra os judeus, na perseguição aos palestinos em Israel, na hostilidade contra imigrantes nos Estados Unidos e agora na Europa, com a população muçulmana. No Brasil, o alvo tem sido os “comunistas”, o Judiciário e as minorias.
A partir dessa narrativa, candidatos se apresentam como defensores da moralidade e da ordem, vão à igreja para se mostrarem homens de Deus e vendem a ideia de que eles são a total solução para o país. Ditaduras são retratadas como épocas de progresso e segurança, enquanto se omitem as torturas, a corrupção, a inflação descontrolada, o arrocho salarial, a devastação ambiental e a perseguição política e da imprensa.
O eleitorado que sustenta esse projeto é manipulado pelas suas redes sociais, que julgam ser a única fonte mais cristalina da “verdade”, e muitas vezes desconhece a realidade histórica. Vive em um universo paralelo, onde prevalecem a ignorância, o machismo e o falso moralismo. Rejeitam avanços culturais, defendem a mulher submissa, e esperam que o Estado exerça uma função repressiva a classes sociais menos favorecidas.
E, como se não bastasse, esses mesmos políticos que se apresentam como guardiões da moralidade acabam frequentemente envolvidos em escândalos, como dinheiro escondido em sacos de lixo, emendas parlamentares obscuras conhecidas como “emendas pix” e relações suspeitas com instituições financeiras como o Banco Master.
Mais do que nunca, é preciso resgatar a memória histórica, pois quem não conhece o passado não saberá julgar o presente. Somente assim combateremos a ignorância e avançaremos para um país melhor.
Cleiton Gustavo M. Brocanelli, Rio Preto
Acidente
Sobre a notícia "Motociclista morre após ser atropelado por carreta na Washington Luís", mesmo na faixa da direita, os caminhoneiros vêm bem acima da velocidade máxima da via, sem dar distância mínima, principalmente das motos. Uma tragédia que todo dia quem anda de moto está propenso a acontecer.
Muriel Zanata, via Instagram