Corrida do ouro

No jogo político da Câmara dos Deputados e do Senado, a chantagem e a extorsão são parte das regras do jogo, e projetos comprometendo as finanças nacionais são aprovados como se fossem comendas da ordem do mérito legislativo. A aprovação do projeto que permite aposentadoria diferenciada para os agentes comunitários de saúde é um exemplo. Atacar as finanças nacionais serve como arma para o presidente do Senado retaliar decisão do Poder Executivo da qual discorda.
O Congresso tem dado frequentes demonstrações de que foi tomado por hordas de indivíduos para quem os interesses da Nação não existem. Estão lá única e exclusivamente para cuidar de seus interesses ou dos de seu grupo. Com uma estrutura caríssima e hipertrofiada de funcionários que mal dão expediente, o Congresso Nacional, dia sim, dia não, apresenta ao País a Corrida do Ouro, série sem prazo para acabar, em que 513 deputados e 81 senadores brigam entre si para ver quem retira o maior naco de recursos do Tesouro Nacional.
Passou da hora de a Nação exigir decência e honestidade, no mínimo, dos que dizem nos representar.
José Tadeu Gobbi, São Paulo
Praça
Gostaria de utilizar este espaço para manifestar minha opinião e preocupação quanto aos recentes acontecimentos em nossa comunidade. É lamentável observar o estado da nossa praça central, a Rui Barbosa: seus chafarizes encontram-se inoperantes, a torre do relógio exibe um buraco no lugar do tradicional e funcional relógio, e o calçamento de pedras do petit pavê está com muitas peças soltas, causando tropeços aos transeuntes e constrangimento aos rio-pretenses, além de transmitir uma má impressão aos visitantes.
Tudo isso ocorre às vésperas do mês de dezembro, período em que diversas festividades são realizadas justamente nessa praça, que deveria ser um cartão-postal de nossa cidade. Fica a pergunta: até quando o descaso com os bens públicos irá persistir?
José Carlos Aguiar Buchala, Rio Preto