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ARTIGO

O cristianismo e as universidades

As universidades criaram redes de influência que moldam política, economia e cultura mundial

por Afonso Martins
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
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As universidades produziram grande parte das descobertas científicas, tecnológicas e teóricas que moldaram o mundo contemporâneo (medicina, física, economia, direito, tecnologia e ciências sociais). Formaram ou abrigaram dezenas de Prêmios Nobel, pesquisadores e pensadores que impulsionaram a Revolução Industrial, a medicina moderna, a computação, a globalização e as ciências sociais. Estas universidades são pilares da sociedade moderna:

A Universidade de Harvard foi criada por pastores protestantes a fim de formarem ministros cristãos, pois acreditavam que a educação deveria estar ancorada nos princípios de Jesus Cristo. O brasão é "Veritas Christi et Ecclesiae" (Verdade para Cristo).

A de Yale, criada por pastores protestantes para manter a educação cristã, o brasão é a Bíblia aberta.

Em Oxford, monges e clérigos formaram o centro do pensamento teológico da Idade Média, que até hoje é o fundamento da sociedade moral e ética. O brasão é "Dominus Illuminatio Mea" (O Senhor é a minha luz, Salmos 27:1).

Cambridge, um grande centro de teologia cristã, influenciou a Reforma Protestante na Inglaterra, que dominava o mundo de então.

O Massachusetts Institute of Technology (MIT) é o mundialmente famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. Considerada uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas do mundo, o Brasão traz a inscrição "Urimm C Thumim", que em hebraico eram os instrumentos usados pelos sacerdotes para discernir a vontade de Deus (Urim e Tumim).

Princeton, criada por ministros presbiterianos para treinar líderes religiosos, tem o brasão "Dei Sub Numine Viget" (sob autoridade de Deus, ela prospera).

Juntas, educaram presidentes, primeiros-ministros e chefes de Estado. Oito presidentes dos EUA saíram de Harvard ou Yale; vários primeiros-ministros britânicos de Oxford e Cambridge; líderes de países como Índia, Austrália, Paquistão e muitos príncipes do Oriente Médio, etc. Também formaram CEOs de gigantes globais (Google, Microsoft, Goldman Sachs, etc.), juízes da Suprema Corte, diplomatas e líderes de organizações internacionais (ONU, Banco Mundial, etc.).

Criaram redes de influência (alumni networks) que moldam política, economia e cultura mundial. Promoveram ideais de democracia, direitos humanos, igualdade e Estado de Direito, especialmente via ciências sociais, direito e filosofia. Formaram líderes que impulsionaram movimentos de independência, reformas sociais, abolição da escravidão, direitos civis e políticas públicas de saúde e educação. Expandiram o acesso ao conhecimento superior e influenciaram a criação de sistemas educacionais em diversos países.

Resumo: elas não apenas geraram conhecimento - criaram as elites intelectuais e políticas que projetaram e gerenciaram a sociedade moderna ocidental e influenciaram o resto do mundo, combinando excelência acadêmica com poder real de liderança e impacto social.​​​​​​​ São, em essência, fábricas de influência civilizacional.

Muitas outras cristãs, inclusive brasileiras, poderiam ser relacionadas. E ainda tem gente que acha que o Cristianismo é inimigo do Conhecimento.

Afonso Martins

Ministro do Evangelho, Rio Preto