Diário da Região

16/11/2015 - 16h15min

Novo Terminal

Família de tucanos reabre polêmica sobre a Praça Cívica

Novo Terminal

Guilherme Baffi Tucano que vive com os filhotes em um angico na Praça Cívica
Tucano que vive com os filhotes em um angico na Praça Cívica

Atualizada às 23:40h

O primeiro dia das obras do novo terminal de transporte coletivo em Rio Preto, na praça jornalista Leonardo Gomes - a Praça Cívica - foi marcado por protestos e pela polêmica criada por causa de uma família de tucanos. Os pássaros têm um ninho em uma árvore nativa que está na praça e que deve ser derrubada durante a construção do terminal, que o prefeito Valdomiro Lopes (PSB), batizou de “Estação Central Parque”. O local escolhido para o terminal encontra resistência por parte de grupo de estudantes e também de ambientalistas. 

O ninho tucano foi encontrado na manhã de ontem, quando uma nova mobilização ocorreu na praça. Já haviam sido registrados outros protestos - inclusive no domingo - com faixas e cartazes contrários a obra, que será realizada pela Constroeste, ao custo de R$ 47,7 milhões. Ao tomar conhecimento do situação, o promotor Sérgio Clementino requisitou à Polícia Ambiental um relatório sobre os tucanos. No início do ano, o MP chegou a contestar a obra na Justiça e foi assinado acordo para que o projeto pudesse sair do papel.

O acordo, posteriormente homologado na Justiça prevê, por exemplo, que o município teria de reduzir o total de árvores que seriam derrubadas, assim como ampliar áreas permeáveis da praça e até reduzir a área total construída no local. O acordo prevê a fiscalização do Ministério Público e, na prática, foi o que já aconteceu logo no primeiro dia da intervenção. “Pedi o relatório da Polícia Ambiental para termos clareza sobre esses pássaros, quantos filhotes existem lá. O município tem autorização para cortar árvores, mas, se os animais morrerem, é crime ambiental”, disse.

A árvore será preservada, segundo nota da assessoria de imprensa de Valdomiro. Na sexta-feira, já ciente dos protestos que começavam a ser marcados pelas redes sociais, Valdomiro afirmou que esperava “bom senso” para o município tocar a obra. Ontem, a Prefeitura descartou entrar na Justiça para pedir eventual desocupação da praça. Uma barraca chegou a ser montada no local. No início da noite de ontem, mais um evento foi marcado no Facebook para reunir pessoas contrárias a escolha da praça para receber o terminal. A adesão, porém, tem sido pequena. 

No início da tarde, o biólogo Arif Cais, que é contrário à construção, disse que iria protocolar pedido de apuração sobre o caso no MP. De acordo com a Prefeitura o novo terminal vai receber 130 mil pessoas por dia. O acordo feito na Justiça prevê replantio de 83 árvores nativas. A estação faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, avaliado em R$ 210 milhões. 
Segundo o prefeito, a próxima etapa do projeto é licitar miniterminais em bairros. 

 

Biblioteca Municipal - 17112015 Faixa colocada por manifestantes próximo à Biblioteca

Prefeitura assinou acordo

A construção de novo terminal de transporte coletivo segue as normas previstas em acordo homologado na Justiça no início deste ano. Além de ter de replantar 83 árvores nativas na própria praças, o município afirma que já fez o plantio de 2,6 mil mudas como forma de compensação ambiental. O plantio ocorreu no córrego da Lagoa, uma nascente do rio Preto. Na última sexta-feira, quando Valdomiro anunciou o início da obra, o secretário de Planejamento, Milton Assis, afirmou que o município iria estudar forma de fazer “transferência” de algumas árvores, sem necessidade de derrubá-las.  Não foram divulgados detalhes de como esse projeto seria implantado. 

“A Prefeitura está seguindo o que foi acordado com o Ministério Público e já plantou 2,6 mil árvores no Córrego da Lagoa, que é a nascente do rio Preto”, afirmou a Prefeitura. No primeiro dia de intervenção da praça, caminhões da Constroeste foram deslocados para pontilhão próximo à Biblioteca Municipal, onde será erguido o canteiro de obras. Em nota, a empresa afirmou que “não há previsão de corte de árvores para os próximos dias”. “A obra está se iniciando agora e tudo que está previsto no contrato será cumprindo plenamente em cada etapa do projeto”, diz nota divulgada pela Constroeste. O trânsito na avenida Duque de Caxias, embaixo do pontilhão de acesso à Andaló, terá desvio e trecho interditado por um ano. 

 

 

 

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