Diário da Região

25/12/2016 - 00h00min

REI DA COMÉDIA

A ‘hiperatividade criativa’ de Paulo Gustavo

REI DA COMÉDIA

Divulgação Paulo Gustavo como um de seus muitos personagens na peça 220 Volts, que virou programa no Multishow; com a turma do Vai Que Cola, humorístico da TV transportado para o cinema, e em uma cena de Minha Mãe é uma Peça 2, atualmente em cartaz em Rio Preto: “Tiro de letra para conciliar tudo isso com a minha vida pessoal”, diz
Paulo Gustavo como um de seus muitos personagens na peça 220 Volts, que virou programa no Multishow; com a turma do Vai Que Cola, humorístico da TV transportado para o cinema, e em uma cena de Minha Mãe é uma Peça 2, atualmente em cartaz em Rio Preto: “Tiro de letra para conciliar tudo isso com a minha vida pessoal”, diz

Paulo Gustavo está por todos os lados e fazendo muito sucesso em tudo que se propõe realizar. No teatro, atualmente com o espetáculo Online, a casa está sempre cheia. Seu programa no Multishow, Vai Que Cola, encerrou sua quarta temporada agora em dezembro como uma das maiores audiências do canal e já ganhou até um filme, em 2015, mais um sucesso para o currículo do ator e humorista. E por falar na sétima arte, Paulo Gustavo é o dono de um dos maiores sucessos do cinema nacional, com o filme Minha Mãe é uma Peça, de 2013, cuja continuação estreou na última quinta-feira, 22, já batendo recordes ao ocupar mil salas, o maior lançamento de um longa brasileiro no País.

São tantos projetos simultâneos que até parece que Paulo Gustavo trabalha 24 horas por dia, durante sete dias por semana, para dar conta de tudo. “Acho que sou assim há muito tempo, não sei como não ser assim. Quando comecei a trabalhar, a engrenar a minha vida profissional, já comecei fazendo (o espetáculo) O Surto, escrevendo Minha Mãe é uma Peça para o teatro e já pensando em projetos para o futuro. Depois, fazia Minha Mãe é uma Peça e Hiperativo no teatro e fui, com uma pasta embaixo do braço, lá no Multishow apresentar o 220 Volts. Sou um cara que nunca está quieto, satisfeito com uma coisa só.

 

Paulo Gustavo 02 - 24122016

E acho que é essa inquietude que há dentro de mim que me dá motivação para poder correr atrás de novos projetos”, conta, em entrevista ao Diário. Segundo o ator, ao estrear um projeto, ele já se sente pronto para o próximo. “O que dá frescor e energia para as coisas é justamente criar novos projetos, pensar em novos trabalhos, quais as novas histórias que quero contar. Então, acaba que eu faço um monte de coisas ao mesmo tempo, mas isso não é algo consciente, é algo que simplesmente acontece, é natural meu.” Mas mesmo trabalhando tanto Paulo Gustavo garante que em nenhum momento sua rotina profissional atrapalha sua vida pessoal. 

“Tiro de letra para conciliar tudo isso com a minha vida pessoal. Por exemplo, esse ano já sei que março do ano que vem não vou fazer nada, vou ficar de férias, descansar. Já sei que outubro também não vou fazer nada, mais um mês de férias. Por exemplo, agora, estou no teatro, com o Online, estou de segunda a sexta, mais tranquilo. Então saio com os amigos, curto minha casa, minha família. Equilibro direitinho.” E ele realmente não deixa de aproveitar a vida e os bons momentos. Quem o acompanha nas redes sociais tem uma ideia desse equilíbrio. Ao mesmo tempo em que divulga seus muitos trabalhos, ele compartilha muitos de seus momentos de descontração. 

Está sempre viajando, curtindo com amigos e com o marido, o dermatologista Thales Bretas, com quem comemorou um ano de casado na última terça-feira, 20. “Hoje faz um ano do dia mais feliz da minha vida!!! Todos os dias com você ficam mais incríveis! Você é o cara!! Te respeito, te admiro e te amo!”, postou em suas redes sociais. A vida pessoal de Paulo Gustavo é um assunto à parte. Com todo o sucesso, a exposição na mídia é algo inevitável. Todo mundo quer saber o que o ator e humorista faz, onde ele vai, como é seu dia a dia com o marido, a família. 

 

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E isso também gera uma infinidade de fofocas e boatos, sendo que o mais difundido pela imprensa é que Paulo Gustavo teria, constantemente, ataques de estrelismo. “Então, essa coisa da mídia acho que é algo que também tiro de letra. Acho que enquanto o povo está falando da gente, enquanto tudo vira polêmica na internet, enquanto tudo que a gente fala bomba, tudo isso é resultado do nosso próprio trabalho. Assim como fico exposto aparecendo em milhões de matérias e milhões de fofocas, significa que também estou exposto no meu trabalho, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, e as coisas estão fazendo sucesso, estão sendo comentadas.

Acho que, com a mesma intensidade que as fofocas rolam na internet e que tudo que eu falo vira polêmica, tenho o sucesso, o carinho dos fãs, o retorno do meu trabalho, o que é ótimo. No entanto, sou brincalhão e o que falo as pessoas tiram de letra”, analisa. Mas isso não quer dizer que Paulo Gustavo não tome cuidado com o que fala ou escreve em seus trabalhos. “Através do humor, a gente pode brincar com várias situações, das mais delicadas, então é preciso sempre tomar cuidado e buscar o equilíbrio, o tom certo para não ofender as pessoas.

E esse cuidado é algo que tenho desde o início da minha carreira. Será que isso que vou falar vai ofender? Será que isso que vou falar, por mais que não seja a minha intenção, alguém vai interpretar errado? Acho que essa medida é o bom senso e a educação de cada um. Estou muito atento a isso. Nunca passei por uma situação em que falei alguma coisa e alguém se sentiu ofendido. Graças a Deus.”

 

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O Surto marcou escalada

Formado na Casa das Artes de Laranjeiras em 2005, Paulo Gustavo estreou nos palcos em 2004, quando integrou o elenco da peça O Surto. Na ocasião, apresentou a divertida Dona Hermínia, que viria a se tornar uma de suas grandes personagens. Em 2005, montou a peça Infraturas, com Fabio Porchat, que ficou um ano em cartaz, sob a direção de Malu Valle.

Mas o primeiro grande sucesso veio em 2006, quando estreou no teatro Minha Mãe é uma Peça. Em 2010, estreou seu segundo espetáculo, Hiperativo. Em formato de stand-up comedy, o ator entra em cena contando histórias engraçadas, falando de medos, paranoias e relacionamentos, tratando com humor questões universais. Em seguida, foi para a TV, quando estreou, em 2011, o programa 220 Volts no Multishow. Ele teve quatro temporadas entre a data de lançamento e 2013, mesmo ano em que lançou o Vai Que Cola e que Minha Mãe é uma Peça - O Filme chegou aos cinemas.

De lá para cá, Vai Que Cola ganhou seu próprio filme, no ano passado, e uma nova temporada, esse ano, quando também voltou o 220 Volts. Além disso, em 2016 ele lançou seu novo espetáculo, chamado Online, descrito por ele como uma mistura de dramaturgia, stand-up, musical, dança e efeitos visuais. Agora, depois de Minha Mãe é uma Peça 2, Paulo Gustavo continua se dedicando ao teatro e deve estrear uma nova série no Multishow em 2017, chamada A Vila, cuja trama acompanha um ex-palhaço que estaciona seu trailer numa vizinhança após a falência do circo onde trabalhava. 

Trabalho ‘artesanal’

Indo em direção oposta a outras comédias brasileiras de sucesso, como Até que a Sorte nos Separe e De Pernas pro Ar, que tiveram suas continuações aceleradas para chegar aos cinemas o quanto antes, com um, no máximo dois anos de diferença do filme original, Minha Mãe é uma Peça levou três anos para ganhar uma sequência. Segundo Paulo Gustavo, a decisão de levar o tempo que fosse necessário partiu dele.

“Claro que houve uma pequena pressão para fazer um segundo longa, mas como sou um cara muito corrido, tenho o Vai Que Cola, o 220 Volts, meu projeto no teatro, o Online, viajava com o Hiperativo, meio que decido, controlo as coisas que faço na minha vida, na minha carreira, não faço nada rapidamente para cumprir data ou demanda. É sempre muito bem pensado estrategicamente. Gosto de trabalhar nos projetos que faço de forma bem artesanal. Então, acho que o Minha Mãe é uma Peça 2 veio na hora que tinha que vir.”

A intenção com o filme era ir além de uma repetição do primeiro longa, mesmo que não tivesse como fugir da questão da família, que é a mesma, e da relação entre mãe e filhos. “Afinal, a Dona Hermínia vem daí. Então pensei que poderíamos falar sobre o ninho vazio, que é o tema central do novo filme. As crianças vão para São Paulo, o Juliano entra para uma empresa de advocacia, a Marcelina para uma companhia de teatro, e a Dona Hermínia fica sozinha em casa tendo que viver e aceitar esse novo momento dela.

É um filme que fala sobre amor, sobre as relações familiares, sobre solidão. É um filme que está engraçado, mas bem emocionante”, conta Paulo Gustavo. “Demoramos esse tempo todo para fazer porque eu queria fazer alguma coisa que fosse realmente valer a pena. Que não fosse apenas aquela situação de que o primeiro filme fez sucesso então vou correndo fazer o segundo. Estamos bem satisfeitos com o resultado.”

 

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