Diário da Região

12/05/2016 - 11h07min

VENDAVAL

Rajada de vento com chuva derruba árvores e danifica casas

VENDAVAL

Mara Sousa Galho de abacateiro de cerca de 15 metros de altura destruiu parte da cozinha da aposentada Maria Anita da Silva Coelho, 68 anos, e a deixou ilhada no próprio quarto
Galho de abacateiro de cerca de 15 metros de altura destruiu parte da cozinha da aposentada Maria Anita da Silva Coelho, 68 anos, e a deixou ilhada no próprio quarto

Atualizada às 21:45h

Eram cerca de 2h desta quinta-feira, 12, no bairro São Francisco. Uma madrugada chuvosa e com fortes ventos na zona Sul de Rio Preto, quando a aposentada Maria Anita da Silva Coelho, 68 anos, acordou assustada com um estrondo. Era o galho de um abacateiro que havia caído a menos de um metro da cama dela e destruído parte da cozinha. O galho obstruiu a saída do quarto e cortou o fornecimento de energia elétrica. No escuro, com medo de sair do quarto, ela iniciava uma maratona de quatro horas de orações pedindo a Deus proteção para evitar que um outro galho destruísse o telhado de amianto que cobre o cômodo.

Sentada na cama, ao lado de Snoop, seu cachorro de estimação, a aposentada ouvia os estrondos dos raios e acompanhava a forte chuva sem poder pedir ajuda. “A porta quase não abria e fiquei com medo de cair tudo na minha cabeça. A única reação que tive foi pedir proteção a Deus. Assim foi até 6h da manhã, quando a chuva parou e meu vizinho da frente veio ver o que aconteceu”, disse. O galho da árvore de 15 metros de altura caiu a menos de um metro da cabeceira da cama da aposentada. O abacateiro está plantado em um terreno vago atrás da casa dela. No total, três árvores do terreno caíram e atingiram pelo menos seis casas. 

 

Árvore caída no Parque Ecológico - 13052016 Árvore de mais de dez anos de vida foi arrancada com raiz e tudo no Parque Ecológico, na zona Sul de Rio Preto; no local, interditado, outras seis árvores caíram

A chuva, acompanhada de rajadas de vento, provocou estragos pela cidade. O Corpo de Bombeiros registrou 11 chamados de queda de árvores e 89 casas do São Francisco ficaram sem energia. Apesar dos estragos, ninguém ficou ferido. Mas o susto de quem teve a casa atingida foi grande. “Parecia que ia derrubar tudo. Ainda bem que caiu só no telhado da minha varanda”, disse o autônomo Adelson Binoti, 53 anos. Binoti também mora no bairro São Francisco, o mais afetado pelos ventos. A Defesa Civil esteve no local e nenhuma casa foi interditada. Os bombeiros fizeram a retirada dos galhos.

O efeito dos fortes ventos também pode ser visto no Parque Ecológico. Sete árvores caíram, duas delas arrancadas pelas raízes e uma interrompendo a passagem nas pistas utilizadas para fluxo de pedestres. Por conta disso, o Parque ficou fechado para limpeza nesta quinta-feira. A previsão é de que seja reaberto nesta sexta-feira. “Precisamos realizar a limpeza e garantir a segurança dos frequentadores. Recebemos muitas crianças”, afirmou Pedro Martins, administrador do local.

Problema foi localizado

No período entre 2h e 3h, horário das quedas de árvores no São Francisco, a torre do aeroporto, localizada a oito quilômetros do bairro, registrou ventos de baixa intensidade, cerca de quatro quilômetros por hora. Por isso, a principal hipótese é de que só o bairro e adjacências tenham sido atingidos por rajadas de vento. De acordo com o posto de sementes de Rio Preto, de quarta até 6 horas de quinta-feira, choveu no município 9,8 milímetros por metro quadrado. Para esta sexta-feira, a probabilidade de chuva é de 5%, segundo o Centro de Previsões do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

 

Arte - Árvores - 130520016 clique na imagem para ampliar

Árvores exigem cuidados

O engenheiro agrônomo Otton Garcia de Arruda, da Secretaria do Meio Ambiente de Rio Preto, explica que existem alguns cuidados que podem ser tomados para diminuir os riscos de uma árvore cair. Um deles está relacionado à poda. Uma poda mal feita pode deixar cortes que viram porta de entrada para pragas e fungos. “Fungos e alguns micro-organismos são os principais responsáveis por queda de árvores. Por isso, é preciso dar preferência para podadores cadastrados na Prefeitura. Eles fazem cursos constantemente”, afirmou. O agrônomo explica que as chamadas podas estéticas agridem as árvores e as deixam mais fracas. “O correto é fazer a poda de manutenção, que é remover galhos secos”, diz. Arruda diz ainda que o morador deve ficar atento a alguns sinais que indicam que a árvore está doente. 

 

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