FUTURO DA BEZINHA

América e Tanabi buscam respostas em reunião da FPF


Técnico Pinho e auxiliar Odirlei Maurer durante últimos treinos antes da pandemia
Técnico Pinho e auxiliar Odirlei Maurer durante últimos treinos antes da pandemia - Johnny Torres 9/3/2020

América e Tanabi foram convocados pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para uma série de videoconferências, a partir de terça, 26, para tratar dos rumos do Campeonato Paulista da Quarta Divisão, que começaria em 19 de abril, mas foi suspenso por conta da pandemia da Covid-19. Ainda não há previsão da bola rolar, mas a reunião deixa os clubes esperançosos e também servirá como forma de pedir socorro financeiro em meia a pandemia.

No Rubro, o presidente Luiz Donizete Prieto, o Italiano, garante que o problema não é financeiro, que graças a investidores o clube tem arcado com compromissos com a comissão técnico de Olímpio Batista Ferreira Junior, o Pinho, e com 20 jogadores. "O América vai jogar se começar em junho, julho ou agosto, seja de portão aberto ou fechado. Vários clubes estão falando em desistir, alguns querem ajuda pra pagar o que gastaram, mas até autorizamos o Pinho buscar mais quatro jogadores", disse Italiano.

O América tem 14 atletas com pré-contrato, além de outros dois emprestados pelo Bahia e quatro remanescentes das categorias de base.

Para melhor comunicação na reunião online, a FPF dividiu os clubes pelos seis grupos da competição, em sessões nos dias 26, 27 e 28 de maio. Italiano participará da videoconferência na próxima quarta-feira, 27, às 15 horas, junto aos representantes de Francana, Internacional de Bebedouro, Taquaritinga, São Carlos, Matonense e São-Carlense, que seria o adversário da estreia pelo Grupo 3.

Outro time da região, o Tanabi, integrante do Grupo 1, terá voz na terça, 26, junto de Andradina, Araçatuba, Bandeirante de Birigui, Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz e Tupã.

O Índio da Noroeste vê a reunião como um canal para pedir socorro, já que mesmo sem competição tem gastos na ordem de R$ 25 mil mês. "Passaram 70 dias do que seria a estreia é a primeira convocação pra se posicionar. O trabalho foi interrompido, não tivemos a cota, que não é muito mas ajuda, os patrocínios se afastaram, não tem bilheteria. Existem despesas mesmo sem competição que estão rodando", disse Amim Júnior, diretor executivo.

A cota do torneio seria de R$ 40 mil em quatro parcelas mensais, a partir de abril. Por enquanto, o presidente e investidor, Pedro Roberto Falchi, vem bancando a estrutura do clube, mas a esperança é que nas reuniões possa se definir uma data para recomeço das atividades. "Pela cidade, que nos acolheu e abraçou desde a Copa São Paulo, queremos muito disputar o campeonato, poderiam ao menos nos liberar as cotas", emendou Amim.