Contra o São Paulo, Mirassol tenta fazer história

PAULISTÃO

Contra o São Paulo, Mirassol tenta fazer história

Com ataque reforçado por Zé Roberto, Mirassol encara o São Paulo, às 19 horas, no Morumbi, em busca da primeira vitória sobre o rival para conseguir uma histórica vaga na semifinal do Paulistão


Capitão Reniê comanda defesa do Leão diante do melhor ataque do Estadual
Capitão Reniê comanda defesa do Leão diante do melhor ataque do Estadual - Fernando Roberto/Agência Futpress

Encerrar a disputa do conturbado Paulistão 2020 em um duelo com o São Paulo já é encarado como um prêmio pelo Mirassol. O torneio recomeçado após quatro meses de paralisação pela pandemia de Covid-19 define um de seus semifinalistas neste duelo, entre Leão e Tricolor, nesta quarta-feira, 29, às 19 horas, no Morumbi, sem a presença de público. Em 90 minutos tudo pode acontecer e tentando contrariar a lógica, o Mirassol poderá fazer história se eliminar o São Paulo e ou conseguir seu primeiro triunfo sobre o rival. Foram nove encontros desde 2008, com sete vitórias são-paulinas e dois empates.

"Não trabalho em cima de motivação, não faço discursos motivacionais, não uso esse tipo de número para construir e consolidar o trabalho, porque é uma história que não nos pertence. É uma história da história do clube. Nem eu, nem os atletas desse grupo estávamos aqui quando esses confrontos aconteceram", disse Catalá, que em 2019 já conseguiu levar o Mirassol à inédita semifinal da Copa Paulista. "Penso que o atleta estará motivado independente dos números. É uma oportunidade para o clube, para cidade e para todos nós profissionais e um fechamento de ciclo do Paulista bem bacana", emendou.

A classificação obtida só havia acontecido uma única vez, em 2011. E consolida o trabalho de Catalá, que superou os números das campanhas dos dois últimos anos, quando o Leão da Araraquarense brigou até a última rodada para não cair. O time que propõe o jogo, valoriza a posse de bola, vai ter no adversário um reflexo de seu estilo, porém, aliado a enorme qualidade técnica das peças do Tricolor de Fernando Diniz. "Mudar o jeito de jogar, fazer um jogo só por uma bola, só se defendendo te aproxima muito mais de perder do que de vencer. Fizemos uma partida regular contra o Água Santa, fizemos uma boa partida contra a Ponte, obvio temos algumas dificuldades, mas tentaremos não fugir das características", emendou Catalá.

Até a parada pela pandemia, o Mirassol de Catalá tinha o melhor ataque do torneio, com 16 gols marcados. Mas as baixas fizeram com que o time, mesmo mantendo equilíbrio nos dois jogos que fez, perdesse o poder de fogo. Resultado, com cinco gols marcados em dois jogos, o São Paulo passou a liderar a estatística, agora com 19 gols, um a mais que o RB Bragantino, que também fez cinco em dois jogos.

Para fazer seu time desencantar, o Mirassol teve a boa notícia de que o atacante Zé Roberto poderá jogar, depois de sua documentação ter sido regularizada. Ele veio do Beniyas, dos Emirados Árabes Unidos, dependia da transferência e até por isso não atuou contra Água Santa e Ponte Preta.

Como se trata de decisão em jogo único, um empate nos 90 minutos levará a disputa para as penalidades máximas, onde nem sempre prevalece a lógica. "Primeiro que os atletas experimentem essa situação nos treinos, muitos deles já batem ali quando acaba o trabalho, mas é difícil de prever, não sei quais atletas vão terminar a partida, temos cinco trocas", disse Catalá. "É experimentar, ter controle emocional numa situação adversa e encarar o desafio, o momento é que vai dizer quem assume a responsabilidade."

 

19/1/2019

  • São Paulo 4 x 1 Mirassol

24/1/2018

  • Mirassol 0 x 2 São Paulo

18/2/2017

  • São Paulo 2 x 2 Mirassol

19/1/2013

  • São Paulo 2 x 0 Mirassol

25/3/2012

  • Mirassol 0 x 1 São Paulo

3/4/2011

  • São Paulo 1 x 0 Mirassol

20/1/2010

  • Mirassol 1 x 1 São Paulo

12/3/2009

  • São Paulo 5 x 0 Mirassol

2/3/2008

  • Mirassol 1 x 2 São Paulo

MIRASSOL

9 jogos

2 empates

7 derrotas

5 gols marcados

20 gols sofridos

 

SÃO PAULO

Tiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Igor Gomes; Vitor Bueno, Alexandre Pato e Pablo. Técnico: Fernando Diniz.

MIRASSOL

Kewin; Daniel Borges, Reniê, Tiago Alves e Danilo Boza; Du, Alison e Kauan; Juninho, Zé Roberto (Moraes) e Bruno Mota. Técnico: Ricardo Catalá.

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza. Local: estádio do Morumbi, em São Paulo, nesta quarta-feira, 29, às 19 horas, com transmissão pelo sistema pay-per-view.

Rubens Chiri/São Paulo FC

Descansado e dono do melhor ataque do Campeonato Paulista, o São Paulo abre as quartas de final diante do Mirassol, com o objetivo de confirmar o favoritismo mais destacado desta fase da competição, seguindo firme na briga por uma taça que não conquista desde 2005.

O São Paulo optou por poupar os titulares no fim de semana, com exceção do goleiro Tiago Volpi. Peças importantes do meio-campo, Daniel Alves e Tchê Tchê estão novamente à disposição do técnico Fernando Diniz após cumprirem suspensão automática no fim de semana. Eles são jogadores de confiança do treinador, seja para realizarem a saída de jogo ou mesmo na criação ofensiva. E vão atuar livres do risco de nova ausência por acúmulo de cartões, assim como Bruno Alves, Reinaldo e Vitor Bueno, que estavam "pendurados".

Diniz também confia no potencial ofensivo do São Paulo - 19 gols marcados em 12 jogos. E tenta consolidar Pablo como substituto de Antony, que se transferiu ao Ajax, no trio de ataque completado por Vitor Bueno e Alexandre Pato. "O grupo aqui tem vontade de escrever o nome na história do São Paulo e acabar com esse jejum de títulos", disse o meia rio-pretense Igor Gomes, um dos responsáveis por acionar os companheiros.

Pablo, aliás, foi bem na sua primeira chance, tendo marcado dois gols na derrota por 3 a 2 para o Red Bull Bragantino, um resultado que expôs problemas defensivos do time e causou preocupação para o confronto desta quarta.

(Agência Estado)