Justiça bloqueia repasses ao América

AÇÕES TRABALHISTAS

Justiça bloqueia repasses ao América

Justiça já havia tentado a mesma ação na negociação do zagueiro Diego Carlos, do Nantes, da França, para o Sevilla, da Espanha, da qual o América teve direito a cerca de R$ 340 mil


Luan em ação pelo Timão contra o Ituano. Negociação rendeu R$ 52 mil ao América
Luan em ação pelo Timão contra o Ituano. Negociação rendeu R$ 52 mil ao América - Reprodução Instagram

A Justiça do Trabalho de Rio Preto tenta mais uma vez bloquear verbas que o América teria direito como clube formador para alentar a situação de ex-funcionários e jogadores que tentam receber seus ações trabalhistas em fase de execução há mais de uma década. Nesta quarta-feira, 24, o juiz do trabalho Marcel de Avila Soares Marques determinou que o Corinthians, em 15 dias, informe detalhes da negociação do atacante rio-pretense Luan junto ao Grêmio e bloqueie qualquer presente ou futuro repasse ao Rubro.

A Justiça já havia tentado a mesma ação na negociação do zagueiro Diego Carlos, do Nantes, da França, para o Sevilla, da Espanha, da qual o América teve direito e receberá cerca de R$ 340 mil por ser um dos clubes formadores do atleta.

"Eventuais importes financeiros deverão ser depositados à disposição deste Juízo, nos autos do processo... Visando a otimização dos atos processuais, assino o presente com força de ofício a ser encaminhado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF)", diz o despacho.

Em dezembro de 2019, Luan foi vendido ao Timão por R$ 22 milhões, com fundos do patrocinador BMG. O presidente do América, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, afirma que pelos cálculos da direção o clube teria direito a R$ 52 mil, pelos meses que esteve vinculado ao Rubro em 2012 e 2013, emprestado pelo Tanabi para jogar a Copa São Paulo de Juniores. "O Corinthians não está pagando ninguém, ia até entrar na Fifa para receber, mas com esse pedido vou deixar para eles. O América não conta com esse dinheiro para o futebol nesse ano", disse o cartola americano.

No caso de Diego Carlos, que saiu da base do Rubro e passou por Desportivo Brasil, São Paulo, Paulista de Jundiaí, Madureira, Estoril Paria e Porto (ambos de Portugal), antes de chegar ao Nantes, o cartola afirma que ano passado recebeu R$ 69 mil de uma primeira parcela. "Aquela transação foi internacional, e eles [Justiça] não podem agir fora do país. O América recebeu R$ 69 mil que foi usado desde o pagamento jogador e no estádio. Ano passado tínhamos poucos patrocínios", afirma Italiano.

O América tem uma dívida trabalhista de cerca de R$ 10 milhões com ex-funcionários, jogadores e técnicos e está com o estádio Teixeirão penhorado tendo ido a leilão várias vezes, podendo ser arrematado por R$ 21 milhões. Em nenhuma das oportunidades apareceram interessados na compra.