Após disparada de preço, litro do etanol passa dos R$ 5 em Rio Preto
Neste feriado de Sexta-feira Santa, 15, o litro do biocombustível foi encontrado sendo vendido por até R$ 5,149

Depois de sofrer três reajustes consecutivos no intervalo inteferior a uma semana, o preço do etanol ultrapassou a barreira dos R$ 5 o litro, em Rio Preto. A última vez que o combustível derivado da cana-de-açúcar tinha cruzado essa barreira havia sido em novembro de 2021.
Quem saiu para abastecer neste feriado de Sexta-feira da Paixão, 15, já encontrou novos valores sendo praticados pelas revendedoras.
Em um posto de combustíveis localizado na avenida Bento de Abelaria Gomes, no Jardim Alice, o litro do etanol chegou a R$ 5,149. Em outro posto da avenida Fortunato Ernesto Vetorazzo, no bairro Ana Angélica, o litro do etanol era vendido por R$ 5,129.

Enquanto isso, na avenida Ernani Pires Domingues, dois postos vendiam o biocombustível por R$ 4,999 o litro.
De acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no início do mês de abril o preço médio do litro do etanol vendido em Rio Preto era de R$ 4,507. No mesmo período, o valor mais alto encontrado na cidade era de R$ 4,699.
Pressão
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), o litro do etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas teve um aumento de 8% na semana entre os dias 11 e 14 de abril.
No período, o litro do etanol hidratado na média do Estado de São Paulo era cotado nas usinas por R$ 3,8366 (valor sem frete e impostos). Na semana anterior, o litro era cotado em R$ 3,550 . Já o etanol anidro foi cotado a R$ 4,083 por litro nesta semana, uma alta de 2,68% em comparação ao valor de R$ 3,977 praticado na semana anterior.
Diretor regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) de Rio Preto, Roberto Uehara disse para a reportagem no início da semana que o maior consumo de etanol, após o megareajuste na gasolina, pressionou o preço do biocombustível.
O aumento no consumo baixou os estoques das usinas, que reajustaram os preços nas distribuidoras. Como consequência, a alta foi repassada para as distribuidoras até chegar nos motoristas. “A crise hídrica que tivemos no ano passado prejudicou a safra de cana. O resultado é que agora os estoques estão menores”, disse Uehara.