Estabilização em alta

Estabilização em alta


Milton de Carvalho, presidente da Acomac, aponta três fatores que explicam a falta dos produtos nas prateleiras: o maior número de pessoas que decidiram fazer pequenas reformas durante a pandemia; a migração de investidores que saíram do mercado financeiro e passaram a investir no setor imobiliário e a diminuição dos juros para financiamento imobiliário.

"Com esses três fatores, o mercado de material de construção reaqueceu. Ficamos cinco anos com o mercado estagnado e ele começou a acelerar. Houve um aquecimento quase que instantâneo, mas as indústrias não estavam preparadas".

Carvalho destaca que, tanto os empresários, quanto a indústria, imaginavam um cenário diferente nos primeiros dias de pandemia. Mas ao contrário do que era esperado, o setor não parou. "Com um aumento na demanda, houve um desabastecimento. E, com a demanda maior do que a oferta, os preços começaram a subir".

A expectativa de Milton é de que o mercado volte a se acomodar nos próximos meses, o que representaria um recuo no preço dos materiais e uma maior quantidade de produtos na prateleira."As pessoas irão pensar duas vezes antes de iniciarem uma obra e isso vai fazer as vendas caírem. Acredito que os preços irão se acomodar antes de chegar 2021, mas não vão voltar no mesmo patamar que eram". (FN)