Indústria investe R$ 8 milhões em nova unidade em Rio Preto

ALIMENTAÇÃO

Indústria investe R$ 8 milhões em nova unidade em Rio Preto

Desde o início da quarentena, alimentos produzidos pela empresa apresentaram crescimento de 14,5% nas vendas; expansão gera 48 empregos diretos


Rio Preto
Kodilar inaugura terceira fábrica em Rio Preto
Kodilar inaugura terceira fábrica em Rio Preto - Reprodução

A Kodilar Alimentos está investindo R$ 8 milhões em sua terceira unidade em Rio Preto. Localizada no Distrito Industrial Dr. Ulysses Guimarães, o espaço vai implantar a nova central de distribuição, ampliando o número de baias de seis para 14, com aproximadamente 4.800 m² de área construída.

A nova unidade começou a ser planejada ainda no ano passado e o projeto foi acelerado em meio à pandemia do coronavírus, devido ao crescimento de 14,5% na venda de produtos, segundo a empresa, que atribuiu o aumento do consumo no período ao fato de que as pessoas estariam cozinhado mais em casa e consumindo menos com alimentação na rua.

"Lançamos novas linhas de produtos, como biscoitos - sem glúten e sem lactose -, e também passamos a atender novas áreas geográficas em todo o Brasil", explicou Wagner Zacharias, diretor comercial da empresa. Ele avaliou que toda a cadeia de negócios foi beneficiada, incluindo commodities, agronegócio, indústria de embalagem, transporte, logística e distribuição.

Para a conclusão da obra, foram necessários cerca de 70 colaboradores terceirizados, que devem entregar, nos próximos dias, o espaço pronto para ser utilizado. A previsão é de que a nova unidade entre em funcionamento na segunda quinzena de julho, com geração de 48 novos postos de trabalho. As contratações de novos funcionários para atuar nessa expansão foram feitas no último mês.

Segundo Zacharias, a novidade evidencia que, mesmo com a pandemia, é possível seguir com a economia aquecida. "Continuamos acreditando em Rio Preto, no nosso país e, principalmente, no brasileiro, que é guerreiro e, com certeza, juntos iremos superar este momento difícil", disse o diretor.

Guilherme Baffi 19/6/2020

Desde o dia 23 de fevereiro de 2018, quando um incêndio provocado por um curto-circuito no motor de uma câmara fria destruiu seu prédio, as portas da Agromonte, localizada no Centro de Rio Preto, ficaram fechadas, guardando lembranças do local, que chegou a Rio Preto em 1993, depois de sete anos de sua fundação em Monte Aprazível.

Instalada na rua Pedro Amaral, ao lado do viaduto Abreu Sodré, que liga as avenidas Alberto Andaló e Philadelpho Gouvêa Neto, a empresa, comandado pelos sócios Eloy Gonçalves Junior e Enio Francisco Julio Agreli, nunciou previsão de reabertura para janeiro de 2021 e está desde o ano passado tocando seu projeto de recuperação.

"Começamos com uma reforma lenta, fizemos muro, depois aterramos o local e preparamos a documentação necessária. Agora, estamos investindo na cobertura do espaço", contou Eloy Goncalves Junior, sócio-proprietário da empresa. A previsão é terminar esta etapa no próximo mês e, em seguida, investir no levantamento do piso do prédio e da área externa, a fim de criar uma estrutura antienchente.

Chegando a ser considerada uma das maiores empresas do Brasil na área veterinária e de ferragens, a Agromonte teve seu auge nos anos 90 e, agora, a expectativa, de acordo com os sócios, é voltar com força para oferecer tudo o que for necessário para o produtor rural.

Confecção é aposta do empreendimento

Uma das apostas da empresa nesta retomada é investir na área de confecção Western, com venda de roupas, calçados e equipamentos de vestuário para peões, como o setor de selaria. "Voltaremos a trabalhar com maquinários, mas o investimento pesado será na área de roupas", afirmou Eloy.

O empresário disse que vai apostar também na área de alimentação com linha de produtos grandes e garante que a reabertura vai demandar contratações na cidade e na região. "Acreditamos que teremos em torno de 60 a 90 funcionários, dependendo do fluxo mensal", disse Eloy. Ele prevê que os picos de venda, com contratações temporários, podem acontecer no período que vai de maio e novembro, devido à campanha de vacinação contra a febre aftosa.

Com um prejuízo total de R$ 16 milhões após o incêndio, os sócios-proprietários enfrentaram ainda os encargos trabalhistas e tributários, além de uma grande inadimplência de itens faturados. Com as pendências quitadas, eles têm se desfeito de alguns pequenos capitais e, com a pandemia, recuaram com alguns gastos, além de evitarem financiamentos. Até a conclusão da obra, estimam investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões com a retomada.

"A Agromonte é uma empresa muito querida em Rio Preto e região. Uma empresa charmosa. Um ponto de encontro dos produtores rurais e cowboys", avaliou Eloy, que disse querer voltar com esta realidade no coração de Rio Preto. "As pessoas do setor sentem falta disso. Tínhamos muitas atividades, participávamos das exposições com bastante eficiência e resultados para o setor rural", contou o empresário.

Para ele, a área de agropecuária é hoje uma das mais seguras do País. "Ela tem dado muita segurança ao Brasil com as exportações de grãos e proteínas, continua sendo a grande locomotiva do Brasil. O que vai salvar após a pandemia é este setor", concluiu Eloy.

O incêndio

O fogo começou por volta das 19h do dia 23 de fevereiro de 2018, após pane no motor da câmara fria de conservação de vacinas. De lá, espalhou-se rapidamente por toda a construção - havia diversos materiais inflamáveis no local. Todo o prédio, construído em 1929, foi atingido, o teto desabou e um prejuízo de R$ 10 milhões foi estimado na época.

Na ocasião, Eloy afirmou que pelo laudo da perícia ficou constatado que o fogo começou com um curto-circuito na área perto do caixa, onde ficava a câmara fria, local em que algum motor deu pane.