Pedidos de seguro-desemprego disparam em Rio Preto

EM RIO PRETO

Pedidos de seguro-desemprego disparam em Rio Preto

Em abril, número de pedidos em Rio Preto foi de 42%, bem acima do percentual nacional


Seguro-desemprego
Seguro-desemprego - Divulgação

A pandemia da Covid-19 fez disparar o número de pedidos de seguro-desemprego em Rio Preto. Somente no mês de maio, 3.667 pessoas deram entrada no auxílio, segundo dados levantados pelo Diário junto ao Ministério da Economia. O número é 103% maior do que os 1.805 pedidos realizados em março, quando iniciou a quarentena no Estado de São Paulo. No acumulado desde o início da pandemia, a pasta recebeu 8.054 solicitações para conseguir o benefício fornecido pelo governo federal.

Em comparação com o mês de abril, quando foram registrados 2.582 pedidos, o aumento em Rio Preto foi de 42%, número acima do percentual nacional, que foi de 28,3%. Em todo o país, o número de solicitações  saltou de 748.540 para 960.258.

São Paulo foi o Estado com maior número de requerimentos, com aumento foi de 29,5%: de 217.260 pedidos registrados em abril para 281.360 em maio.

Sobre o perfil dos solicitantes no País, 41,3% eram mulheres e 58,7% homens. A faixa etária que concentrava a maior proporção de solicitantes era de 30 a 39 anos, com 32,3%. Em termos de escolaridade, 61,4% tinham ensino médio completo. Já com relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (42%), comércio (25,8%), indústria (20,5%), construção (8,2%) e agropecuária (3,4%).

Com as medidas de isolamento social decorrentes da pandemia da Covid-19, os atendimentos via web (734.353 no Brasil) representaram 76,5% dos pedidos. No mesmo mês de 2019, os atendimentos pela internet chegaram a apenas 8.597 (1,4% dos pedidos).

Seguro  (Foto: Reprodução)

Em Rio Preto, até a primeira quinzena de março, quando foram feitos 1.061 pedidos, antes da pandemia, 97,55% dos atendimentos foram presenciais, número que seguia o padrão dos meses anteriores. Na primeira quinzena de abril, com a quarentena, as solicitações foram 97,22% online, média que se manteve até os últimos 15 dias de maio, quando o índice caiu para 73,63%, com predominância dos requerimentos via web.

Crises

Segundo o economista rio-pretense Hipólito Martins Filho, o aumento das solicitações já era esperado, uma vez que estamos vivenciando três crises (sanitária, econômica e política) e todo sistema econômico vive de expectativas.

Hipólito avalia que os números do desemprego ainda podem aumentar ao longo do ano. "No primeiro trimestre deste ano, comparado com o ano passado, o PIB caiu 1% e a previsão é de que caia mais", lembrou o economista, que acredita que os trabalhadores informais serão os mais afetados, ressaltando a importância de programas assistenciais do governo federal. "O auxílio emergencial precisaria ser estendido por mais tempo, porque não vai ser fácil sair dessa crise e, mesmo quando a economia voltar a andar, o emprego não vai ser gerado com a mesma velocidade", disse Hipólito, que citou a reforma trabalhista e as novas formas de produção mecanizadas como fatores que vão influenciar na retomada da economia e no desemprego. "Vamos ter aumento de trabalho, mas o emprego não vai crescer na mesma proporção", finalizou.

(Com informações da Agência Brasil)