Maior consumo exige cuidados com o orçamento mensal

ECONOMIZE

Maior consumo exige cuidados com o orçamento mensal

Com mais famílias em casa, compras nos supermercados ficam mais frequentes; veja preços de 120 produtos e economize até R$ 350,03


Jacira Ananias procura não se exceder
Jacira Ananias procura não se exceder - Leonardo Lino 17/6/2020

Aumentou o consumo nos supermercados durante a quarentena. Isso porque muitas pessoas estão ficando mais tempo em casa como forma de evitar a disseminação do coronavírus. Ao ficar em casa, a alimentação aumenta, consequentemente, os gastos em compras de supermercados também. Para evitar estourar o orçamento, o consumidor deve ficar atento aos preços, observar que preços dos produtos estão em tendência de alta e procurar alternativas.

O economista José Mauro da Silva afirma que o aumento no preço dos itens básicos envolve vários fatores, dependendo de cada produto. Segundo ele, o aumento da demanda é a principal justificativa.

Silva diz que neste momento em que todos estão ficando em casa, o ideal é manter manter o mesmo ritmo de antes da pandemia, e procurar alternativas para economizar. "No momento, por causa da pandemia, não dá para ir de mercado em mercado fazer pesquisa de preços. Com isso, muita gente acaba comprando no primeiro mercado que entra, que pode ser que tenha o preço mais alto e não é bom fazer isso. Procure substituir alguns produtos por outros que estiverem mais em conta e mantenha um padrão de consumo que possa acompanhar seu orçamento".

Para o professor universitário Paulo Ramirez, agora é o momento de evitar comprar produtos que não são necessários. "Parei de comprar alguns produtos. Itens à base de laticínio foram um dos que eu decidi tirar da lista. Procuro estar sempre por dentro dos preços: houve um aumento no consumo e também no preço, então é necessário saber os locais mais em conta para fazer as compras".

A dona de casa Jacira Gonçalves Ananias era pesquisadora de preços assídua nos supermercados antes de começar a pandemia. Agora, não pode mais fazê-lo por ser do grupo de risco ao coronavírus. Por isso, buscou algumas alternativas para continuar economizando. "Resolvi comprar em um supermercado próximo de casa. Já que estou impossibilitada de fazer pesquisas, estou fazendo trocas em alguns produtos, principalmente nos que registraram aumento ou também compro os produtos em menor quantidade".

Pesquisa

Na pesquisa desta sexta-feira, 19, o Diário cotou o preço de 120 produtos em 13 supermercados de Rio Preto. A variação total chegou a R$ 350,03. Chama a atenção a diferença no caso do alho, cujo quilo varia de R$ 21,79 a R$ 39,90, uma variação de R$ 18,11. Vale ficar atento ainda aos valores do presunto, cujo quilo vai de R$ 17,29 a R$ 27,99, uma diferença de R$ 10,70.

Clique aquipara ver tabela de preços de cesta básica
Clique aquipara ver tabela de preços de produtos de supermercados e atacarejos

Ficar sem dinheiro é um medo comum aos trabalhadores durante a crise financeira provocada pelo coronavírus. Mas, esse problema pode ser minimizado caso o trabalhador busque alternativas para economizar. Fazer um planejamento financeiro e não fazer compras
por impulso pode ajudar.

O consultor em finanças pessoais Moisés Dias afirmou que o foco é no planejamento através do orçamento doméstico e que o consumidor precisa reestruturar alguns pontos. "Readequar suas despesas em relação a sua renda e reestruturar a dívida. Reduzir as despesas e depois ter um objetivo de quanto vai precisar economizar para poder determinar um valor no orçamento".

Para quem deseja ganhar uma renda extra para complementar o salário ou para quem perdeu o emprego também há algumas alternativas. O especialista em finanças citou algumas formas como vendas de produtos online, venda de algum item seminovo, serviços de entrega, fabricação de comidas para entrega por delivery, entre outros.

Dias finaliza dizendo que independente do valor da fonte de renda, o consumidor precisa imediatamente reduzir os gastos supérfluos. "É sempre bom manter uma reserva financeira de emergência em mãos para situações imprevistas ou para ter uma segurança maior até o tempo de recolocação ao mercado de trabalho".