Usina da região investe em combate ao incêndio

O Grupo Tereos Açúcar & Energia Brasil- com quatro usinas na região do Noroeste Paulista- investiu em veículos de acesso rápido aos canaviais e um aplicativo para monitorar aceiros na prevenção e no combate ao fogo nesta safra. De acordo com o gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, André Tebaldi, "os veículos de controle rápido têm contribuído para a agilidade no combate das brigadas, o que reduz a extensão dos incêndios". E o aplicativo 'Checklist de Aceiros', outra medida adotada pelo Grupo, foi desenvolvido para auxiliar os técnicos que vistoriam o campo ao redor dos canaviais.

Tebaldi explica ainda que há a cooperação da Tereos junto aos produtores rurais, através do Plano de Ajuda Mútua (PAM), firmado entre as usinas, parceiros, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil de cidades da região. "É praxe do setor que as usinas combatam qualquer foco de incêndio, independente de ser canavial próprio, de parceiro ou fornecedores, principalmente pelo fato de que um incêndio iniciado em qualquer localidade pode se tornar incêndio de grandes proporções dependendo do vento e umidade relativa, e causar enormes prejuízos para quem quer que seja."

Multas

Responsável pela fiscalização das queimadas, a Polícia Ambiental pode aplicar multas, aos produtores rurais infratores, que variam entre R$ 1 mil por hectare a R$ 75 mil por hectare, se o incêndio atingir Área de Preservação Permanente (APP). "É muito importante o produtor rural investir em prevenção, evitando os incêndios e as multas", explica o major Alessandro Daleck, coordenador do 2º Batalhão da Polícia Ambiental.

Conforme Daleck, muitas culturas agrícolas no Noroeste Paulista podem ser consideradas de risco, onde há a maior possibilidade de incêndios, principalmente no período de maio a outubro. "Os canaviais prevalecem nesta região e com os fortes ventos e a baixa umidade do ar, ocorrem os incêndios", lembrou Daleck ao dizer que é importante a construção de aceiros e de todo tipo de obstáculo da propriedade rural para evitar a propagação do fogo, além de outros 14 itens necessários e que são observados durante a fiscalização da Ambiental.

De acordo com o tenente Diego Moraes Machado, do Corpo de Bombeiros de Rio Preto, na cidade e região - 96 municípios são atendidos pela corporação- foram registradas 3.452 ocorrências de incêndio em vegetação no ano passado e 2.171 ocorrências até o último dia 28 de julho deste ano. Para o tenente Diego, é importante que a população esteja atenta, tanto na área urbana como na área rural, para não atear fogo em nenhuma hipótese.

"Temos sempre estimulado as empresas do setor sucroenergético a se organizarem, com medidas de prevenção e planos de ações mútuas para quando, em casos de incêndios nos canaviais, o combate seja efetivo e eficaz", diz o tenente Diego. Ele lembrou ainda que a fumaça causada por incêndios em vegetação causam muitos problemas respiratórios à população. "Como se não bastasse a pandemia do coronavírus que estamos passando, ainda temos o ar poluído por queimadas", conclui. (CC)