Lojas já estão preparadas para o Natal em Rio Preto

ARTIGOS NATALINOS

Lojas já estão preparadas para o Natal em Rio Preto

Lojas especializadas em artigos de decoração natalina já estão abastecidas desde setembro e aguardam consumidores; expectativa é que o olhar se volte ainda mais para a ambientação da casa neste ano


Gerente Juliana Ferreira mostra objetos para decorar a casa neste Natal: alta nas vendas
Gerente Juliana Ferreira mostra objetos para decorar a casa neste Natal: alta nas vendas - Johnny Torres 7/10/2020

Enquanto todo mundo só fala sobre a forte onda de calor que assola Rio Preto, chega a ser estranho já encontrar vitrines de lojas especializadas em decoração com artigos de Natal na cidade. É que o Natal que o Brasil segue tem as cores e a estação do inverno, com muita neve, xadrez, vermelho, verde e aquele aconchego típicos dos Estados Unidos. A pouco mais de dois meses para a melhor data do varejo - no pior ano dos últimos tempos em todos os sentidos - o Natal chega como sinal de esperança.

É que se as pessoas estão em casa, com menos possibilidade de sair para tentar conter a disseminação do coronavírus, a expectativa dos lojistas que atuam com itens para decorar casas e festas é que haja uma procura maior neste ano de produtos para renovar os lares e transformar os ambientes em espaços mais aconchegantes para as reuniões em família durante os encontros natalinos.

"Estamos bem esperançosos. As pessoas neste ano devem ter uma preocupação maior com a casa, estão na expectativa de que volte ao normal, que possam se reunir", afirmou Juliana Ferreira, gerente da loja Épocas e Festas, que já está preparada desde a segunda quinzena de setembro. As compras foram feitas antes da pandemia, dessa forma, o estoque é o mesmo do ano passado.

Na loja, é possível encontrar uma diversidade de itens, de árvores de Natal a partir de R$ 40; artigos de decoração de pelúcia para árvore por R$ 12 e Papai Noel por R$ 80. "As vendas já começaram, as pessoas estão se preparando. Algumas optam por se organizar, para pagar parcelado", afirmou.

No Atacadão Naranjo, os itens de Natal já ocupam entre 70% e 80% da área de venda e dividem espaços com utilidades domésticas os brinquedos. Segundo o gerente Mazinho Rossi, como a empresa atua tanto com a venda no atacado como no varejo, faz uma programação de disponibilizar os artigos natalinos com antecedência para atender principalmente quem é revendedor. "As vendas no varejo começam mesmo logo depois do Dia das Crianças", afirmou.

Segundo Mazinho, o estoque foi comprado também uma semana antes de começar a pandemia, com projeção de aumento de 20% a 25% das vendas, o que foi mantido mesmo sete meses depois, já que esse setor se manteve aquecido ao longo dos últimos meses. "Sabemos das dificuldades, mas a tendência é de alta. As pessoas vão enfeitar mais a casa", disse. Na empresa, entre as novidades, muitas peças em led, como estrelas grandes, a partir de R$ 149, enfeites para árvore (a partir de R$ 2,99), etc.

Desde o dia 20 de setembro as prateleiras do Mundo da Festa dividem os itens de Haloween e de Natal. É uma diversidade com a qual o consumidor já se acostumou. Segundo a empresária Valéria Wintruff, neste ano, a expectativa é de que as vendas se mantenham nos patamares iguais aos do ano passado ou, na pior das hipóteses, registrem uma redução de 5% em relação a 2019. "Pelo que temos percebido de reação do Dia das Crianças, de demonstração de carinho, amor, o Natal vai seguir neste mesmo caminho, de confraternização, de família, até porque não houve festas neste ano.

A empresa, neste ano, investiu em muitos artigos de decoração prontos, como árvores e guirlandas há decoradas, até para facilitar a vida dos consumidores. Outra novidade, segundo Valéria, são os arranjos de mesa, souplats, castiçais, velas. "O que está chamando a atenção mesmo são as bolas para colocar nas árvores personalizadas com mensagens como paz, amor, gratidão".

Falta

Na Duli, os artigos de decoração estão previstos para chegar agora, logo depois do Dia das Crianças. O problema, segundo o gerente André Bruzadin é a falta de mercadorias, já que 99% do que é vendido por aqui é importado da China. "Neste ano devemos ter um pouco menos de opções, além disso, com o dólar na casa de R$ 5,70, os preços também vão ser impactados, em cerca de 30% em relação ao ano passado", afirmou.

Diante disso tudo, afirma ele, ainda não é possível fazer prognósticos para a data, até porque some-se a isso a renda da população está comprometida com as altas sucessivas de itens essenciais como os alimentos, que pesam tanto no orçamento.