Pelo 2º mês, emprego tem saldo positivo em Rio Preto

FÔLEGO PARA O EMPREGO

Pelo 2º mês, emprego tem saldo positivo em Rio Preto

Rio Preto registra, pelo segundo mês consecutivo, saldo positivo de vagas no mercado de trabalho; em agosto foram 595; indústria foi o setor que mais contribuiu para o desempenho do mês passado


Indicador que afere aquecimento da atividade industrial está em alta
Indicador que afere aquecimento da atividade industrial está em alta - Divulgação/Agência Brasil

Pelo segundo mês consecutivo, o emprego formal em Rio Preto teve desempenho positivo. Em agosto, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o saldo foi de 595 postos de trabalho, resultado de 4.423 admissões e 3.828 desligamentos no mês passado. O estoque de vínculos é de 132.284 trabalhadores.

O resultado mantém uma curva positiva positiva começada em julho - primeiro mês desde o início da pandemia de coronavírus em que houve mais contratações do que demissões na cidade. Naquela mês, o saldo, já ajustado, foi de 778 vagas de emprego. Na comparação com agosto do ano passado, o resultado ainda é inferior, já que em agosto de 2019 o saldo havia sido de 802 vagas, resultado de 5.725 contratações e 4.923 demissões.

Apesar dos dois meses em que houve resultados positivos, é pouco para as perdas registradas neste ano. Até agosto, o saldo é negativo em 4.656 vagas, resultado de 32.468 contratações e 37.124 desligamentos. O pior momento ocorreu em abril, quando o saldo foi negativo em 3.484 vagas. Em maio houve uma desaceleração, com saldo negativo de 1.838, seguido por junho, quando o saldo fechou em menos 1.143 postos de trabalho na cidade.

No período de janeiro a agosto do ano passado, Rio Preto tinha um cenário totalmente oposto, positivo. A cidade registrava 2.048 postos de trabalho, resultado de 42.408 contratações e 40.360 demissões.

Para o economista Hipólito Martins Filho, essa relativa melhora na empregabilidade era esperada. Trata-se de uma geração de empregos provocada pela injeção do auxílio emergencial, já que existia uma demanda reprimida de consumo. "A flexibilização das regras também ajudou a melhorar o consumo, que responde por 2/3 do Produto Interno Bruto, dessa forma havia a expectativa de que melhorasse o emprego", afirmou.

Entretanto, a projeção para o início do ano não é das melhores, deve haver estabilização ou piora no desempenho dos índices, já que não há emprego para tanta gente sem ocupação no País e que, com o fim do auxílio emergencial, vai voltar a procurar uma vaga no mercado de trabalho. (leia mais ao lado sobre o assunto).

O resultado de agosto foi influenciado pelo desempenho positivo da indústria, que contribuiu com 284 vagas, resultado de 777 admissões e 493 demissões. Em seguida aparece o setor do comércio, que registrou um saldo positivo de 203 postos de trabalho, resultado de 1.382 contratações e 1.179 demissões. A construção civil também teve desempenho relevante, com saldo de 115 vagas, fruto de 506 admissões e 391 demissões.

O setor de serviços - que normalmente era o setor que mais contratava em Rio Preto e que, consequentemente passou a ser o que mais demitia, teve um desempenho discreto, com saldo de 15 vagas, fruto de 1.746 admissões e 1.731 demissões. O único dentre os setores a ter saldo negativo foi a agropecuária, que fechou com saldo negativo de 22 vagas; foram 12 admissões e 34 desligamentos.

Brasil

Em agosto, no Brasil, houve a abertura de 249.388 empregos com carteira assinada. É o melhor resultado do ano e está acima do saldo positivo registrado em agosto do ano passado, que foi de 121.387 postos.

Em julho, o número havia sido positivo pela primeira vez em cinco meses, com a abertura de 141.190 postos. O resultado de agosto decorreu de 1,239 milhão de admissões e 990.090 demissões.

No acumulado do ano até agosto, o saldo do Caged ainda ficou negativo em 849.387 milhão de vagas. Os piores meses no Caged foram março com perda de 265.609 vagas, o fundo do poço de abril com a destruição de 934.380 empregos formais, e maio com a demissão líquida de 359.453 trabalhadores.

Desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil, em março, a perda líquida de empregos para a pandemia ainda é de 1,191 milhão de vagas.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,8%, no trimestre de maio a julho de 2020. O percentual representa a maior taxa da série histórica, que começou em 2012. Em relação ao trimestre anterior, corresponde alta de 1,2 ponto percentual. De fevereiro a abril tinha sido de 12,6%.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2019 (11,8%) a diferença é maior: são dois pontos percentuais a mais. A população desocupada chegou a 13,1 milhões de pessoas, aumento de 4,5% ou 561 mil pessoas a mais. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população ocupada caiu para 82 milhões. A queda ficou em 8,1%, o que representa menos 7,2 milhões pessoas na comparação com o trimestre anterior, e 12,3% frente ao período de maio a julho de 2019.

De acordo com a analista da pesquisa Adriana Beringuy, o mercado de trabalho está em um cenário de avanço em relação à taxa de desocupação e interrompe um processo que vinha sendo observado desde 2017, no qual, à medida em que se aproximava da metade do ano, a tendência era de recuo dessa taxa.

(Agência Brasil)

Saldo de vagas por setor em agosto

  • Janeiro 564
  • Fevereiro 645
  • Março -773
  • Abril -3.484
  • Maio -1.838
  • Junho -1.143
  • Julho 778
  • Agosto 595

Saldo de vagas por setor em agosto

  • Agropecuária -22
  • Comércio 203
  • Construção 115
  • Indústria 284
  • Serviços 15

Fonte - Ministério da Economia