Grupos investem R$ 90 milhões em novos hotéis em Rio Preto

NEGÓCIOS EM PAUTA

Grupos investem R$ 90 milhões em novos hotéis em Rio Preto

Novos empreendimentos têm previsão de abrir as portas até 2022; setor hoteleiro e gastronômico fazem adequações para a retomada e pesquisa aponta clima empresarial da região


Novo Hotel no Centro da Cidade
Novo Hotel no Centro da Cidade - Guilherme Baffi 29/09/2020

Com propostas diferentes, Rio Preto ganhará, até 2022, dois novos hotéis. Um deles já está com a obra em fase final, na rua Voluntários de São Paulo, no Centro, e tem como conceito o "retro city" (revitalização de um prédio antigo na região central). Outro, que terá bandeira Hilton, tem 50% das obras concluídas no Georgina Business Park, na avenida Anísio Haddad. Ambos devem gerar, inicialmente, 195 empregos.

De acordo com o arquiteto Roberto Magalhães e o designer de interiores Juliano Reis, responsáveis pelo escritório de arquitetura contratado pelo grupo de investidores para a obra do hotel da rua Voluntários, a novidade, que está prevista para inaugurar no primeiro trimestre do ano que vem com a oferta de 45 empregos diretos, possui 6 mil m² de construção total em um prédio histórico da região e vem sendo administrada por um grupo paulistano, que, sem nome fantasia registrado, ainda não definiu se abrirá as portas sem bandeira ou se vai aderir a uma nova gerenciadora

"Este prédio foi erguido nos anos 80 para ser residencial, mas acabou paralisado por uns 20 anos, tendo sido comprado em 2014 para uma ideia de retomada", contou Juliano, que disse que inicialmente a ideia de Moacir Antunes, construtor que o adquiriu, era de transformar o espaço em salas comerciais, projeto que acabou sendo substituído pela implantação de um hotel.

"Fomos então consultados para ver essa viabilidade e, por meio de uma pesquisa, buscamos qual seria o diferencial de um novo hotel na cidade, chegando à proposta de transformá-lo em um hotel com uma pegada de design", explicou o profissional. Com a morte do construtor, Juliano viu a obra novamente parada por seis meses, até a chegada do fundo de investidores paulistano, que recontratou a equipe.

A partir daí, o grupo investiu R$ 20 milhões em aporte de finalização, valor que tem 90% do montante aplicado em empresas, fornecedores e mão de obra da cidade, a fim de valorizar o comércio local. A obra conta com uma estrutura de 10 andares e terá 89 apartamentos, sendo um destes a suíte prime, com 65 m² e vista para o Centro. O local terá ainda outras áreas, como o rooftop dedicado à gastronomia e a área do café da manhã, com ares de bistrô para atender o público externo.

Já o hotel com a bandeira Hilton, que será operado pela Atlântica no Georgina Business Park, segue com as obras em andamento. O novo empreendimento, que não parou durante a pandemia, terminou recentemente a fase de pintura externa.

Segundo Fuad Pachá, diretor-geral da HDauff Empreendimentos, empresa responsável pela obra, o investimento total é de R$ 70 milhões, sendo R$ 500 mil a média de valor por unidade padrão em outubro de 2019.

A empresa, que fechou contrato com a rede por 15 anos, lançará o espaço em uma área central do Georgina voltada para o setor Executivo e tem como alternativa a venda do hotel para grandes investidores, principalmente pelo momento de retomada econômica que coincidirá com o término das obras. O hotel contará com 134 unidades e vai gerar 150 empregos diretos e indiretos.

Adequações e estratégias

Com queda de 70%, em média, na procura por hóspedes no início da pandemia do coronavírus, o setor hoteleiro hoje já consegue sentir os ares da retomada. De acordo com Fernanda Coelho Garcia, gerente-geral do Ibis Styles Rio Preto Monte Líbano, que fica na rodovia Washington Luís, entre Rio Preto e Mirassol, nota-se claramente a retomada do setor, embora seja possível sentir uma queda de 40% a 50% do faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

O hotel, desde o início do ano, passou a ser franquia da Accor, gerenciadora do Ibis, que possui quatro hotéis em Rio Preto. Segundo Fernanda, com a mudança, o estabelecimento repaginou todo o espaço, incluindo troca de pisos, nova recepção, aquisição de novas camas, repaginação do restaurante e instalação de uma nova central de alarmes, além do investimento no lazer e pagamento de taxas por apartamento à rede da franquia, que exige uma vistoria e avaliação para a abertura.

Com público reduzido, Fernanda conta que os decretos e medidas do governo foram importantes aliados para o período, uma vez que permitiram a redução e suspensão de contratos de trabalho. "As renegociações com fornecedores também foram essenciais para se manter durante essa fase crítica", apontou a gerente.

Com a retomada, ela afirma encarar agora um novo público, o qual define como "mais exigente" e voltado ao turismo doméstico, principalmente pela expectativa de mais viagens dentro do próprio País. "As pessoas que têm necessidade de sair de seu destino por trabalho acabam ficando dias a mais para aproveitar e fazer lazer", disse a gerente, que vê neste público a exploração do restaurante e do bar do local.

O Hotel Nacional, na Vila Diniz, em Rio Preto, também está readequando o espaço para a retomada. O local, que durante muitos anos teve a administração total das suas operações com a Rede Plaza Inn, está há três anos operando com distribuição comercial da Rede Intercity Hotels, e vem realizando reformas há meses.

O local ficou quase 30 dias sem operação na pandemia e precisou recorrer a algumas alternativas para driblar o momento, como implantação de aquecedor solar para redução de energia, renegociação de contratos e diminuição do número de apartamentos no inventário do hotel para venda.

Mesmo assim, o estabelecimento seguiu com as adaptações previstas no período e, reaberto desde abril com 40% da capacidade de público, já reformou 74 apartamentos da Ala Standard, além da revitalização da frente e fachada do prédio, academia e piscina. Em outubro, o hotel inicia a reforma do Centro de Eventos, recepção, restaurante, área de café da Manhã e American Bar.

O aumento da capacidade de hóspedes também foi outro investimento do local, que ganhou uma nova torre com 72 apartamentos.

Gastronomia 1

Recém-adquirido pelo empresário Leonardo Delfino Reigota e sócios, o Divino Fogão do Riopreto Shopping está em reforma e se prepara para reabrir as portas, na segunda quinzena de novembro, com novidades, como pizzas, sushi e churrasco no cardápio. Para a reforma, o empresário está investindo entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

Gastronomia 2

Com funcionamento somente no delivery e retirada durante a pandemia, o DAI Cucina & Bar, espaço gastronômico localizado na avenida Alberto Andaló, aproveitou a pandemia para investir em estrutura e qualificação, além de expandir uma área da casa que será dedicada para pizzas napolitanas. Para trazer a novidade para Rio Preto, o estabelecimento investiu cerca de R$ 50 mil, principalmente no forno que será o carro-chefe para as pizzas.

Gastronomia 3

Com o aumento da demanda devido aos pedidos online na pandemia e retomada de bares e cafés, a Tria Bakery Rio Preto, do casal Mauro Silva e Ana Carolina Buissa, ampliou seu espaço e vai deixar a Redentora, abrindo em novo endereço, na avenida da Saudade, no local do antigo Ponto Doce. Para o novo ponto, os sócios readequaram o espaço e planejam contratação temporária para a produção de panetones de fermentação natural no final do ano.

A todo vapor

O cenário de pandemia e as incertezas em relação às reformas Tributária e Administrativa não têm impedido as empresas do Noroeste Paulista de crescer. Pelo menos é o que revela a Pesquisa de Clima Empresarial LIDE Noroeste Paulista, realizada entre os dias 14 e 22 de setembro de 2020 com a participação de 103 empresários da região nas posições de sócios, CEOs ou alta direção. Entre os participantes, 58,3% apontaram que a receita da empresa está melhor do que no mesmo período do ano passado. Outros 22,3% informam que perderam receita em relação ao mesmo período de 2019.

Expectativa e emprego

A instabilidade causada pela pandemia da Covid-19 levou, na pesquisa, 71% dos empresários a acreditar que os negócios estarão normalizados em um período de até seis meses. Em relação a geração de empregos, apenas 4% das empresas informara que vão demitir e 53% vão gerar novos postos de trabalho. Os empresários também apontaram a carga tributária (38,4%) e o Nível de Demanda (26,3%) como fatores que impedem o crescimento dos negócios.

Evento

Nos próximos dias 6 e 8 de outubro, a Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) realiza, em parceria com a Consultrain Consultoria e Treinamentos, o evento “Ferramentas de engajamento e produtividade: transforme sua equipe”. O evento, que será conduzido pelo consultor em gestão de pessoas e professor da Fundação Getúlio Vargas – FGV para CADEMP e Pós ADM, Marcos Esteves, tem como objetivo proporcionar aos participantes (empresários e profissionais liberais) ferramentas para que possam se auto-desenvolver e desenvolver a equipe buscando transformar pessoas e gerar resultados. O investimento é de R$ 360. Associados pagam R$ 160.

Leitura Empreendedora

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Ganhar de Lavada: Persuasão em um momento onde os fatos não importam

Escrito por Scott Adams, uma das primeiras figuras públicas a prever a vitória de Trump, mais ou menos uma semana depois do renomado estatístico Nate Silver colocar suas chances em 2%, o livro reconhece no presidente dos EUA um nível de persuasão que só se vê uma vez na vida. Por isso, a obra vai além da política para analisar ferramentas de persuasão que podem funcionar em qualquer contexto, oferecendo ao leitor o acesso à “senha de administrador” dos seres humanos.