Programa do Sebrae estimula criação de negócios entre as mulheres em Rio Preto

EMPREENDEDORISMO

Programa do Sebrae estimula criação de negócios entre as mulheres em Rio Preto

Rio Preto tem três turmas programas, uma online e duas presenciais


Empresária Letícia de Oliveira tem um e-commerce e vai participar do treinamento
Empresária Letícia de Oliveira tem um e-commerce e vai participar do treinamento - Guilherme Baffi 11/9/2020

Fomentar o empreendedorismo feminino, despertar para o autoconhecimento, aumentar a competitividade dos negócios liderados por mulheres e facilitar o acesso a mercado e a crédito orientado. Esse é o objetivo do programa Sebrae Delas, que será lançado nesta terça-feira, 15, às 19h30, em um evento online. Em Rio Preto, apenas entre os microempreendedores individuais (MEIs) são 16 mil mulheres empreendendo, de um total de 34,8 mil negócios desta modalidade jurídica.

Voltado a mulheres que já são empreendedoras ou aquelas que pensam em abrir o próprio negócio, o programa pode funcionar como um instrumento de transformação social. Durante a transmissão, mulheres de sucesso - como a empreendedora Luiza Brunet e a criadora do Lady Driver, Gabriela Correa irão compartilhar as suas experiências. As participantes contarão também com uma palestra para estimular a força de realização da mulher com Gaya Machado. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link https://sebrae.contatosebraesp.com.br/sebraedelas.

Segundo Valéria Scott, consultora do Sebrae em Rio Preto, o programa é composto por sete encontros de duas horas cada, ministrados online por um facilitador do Sebrae de Rio Preto e mais uma de consultoria agendada. Entre os temas que serão abordados durante o treinamento estão inteligência emocional, liderança, marketing e gestão empresarial. "Vamos abordar o comportamento empreendedor, os benefícios da formalização e como fazer, além de outras questões, com o intuito de aumentar o espaço feminino", afirmou. No Brasil, de 9,3 milhões de empreendedores, 34% dos negócios são comandados por mulheres, afirma Valéria.

O programa é composto por quatro pilares: inspiração, capacitação, impacto e mentoria. Em cada uma dessas fases, as participantes têm acesso a orientações voltadas para inteligência emocional e gestão de negócios, além do desenvolvimento de redes de contatos e atitudes empreendedoras - tudo em uma linguagem adaptada para a necessidade e o dia a dia dessas mulheres. "Os consultores do Sebrae permanecem acompanhando o desenvolvimento do negócio, o aprendizado dessa empreendedora, ela vai ser assistida continuamente se desejar", disse.

O projeto já despertou tanto interesse que, mesmo antes de ser lançado oficialmente, as cinco turmas previstas para acontecer na cidade já tiveram suas vagas esgotadas. Entretanto, é possível ainda participar do grupo que vai começar a se reunir online a partir do dia 5 de outubro em Rio Preto. Ao mesmo tempo, há duas turmas presenciais com inscrições também gratuitas abertas, ambas no período de 28 de setembro a 1º de outubro, uma das 9h às 13h e a outra, das 13h às 17h. Para a turma online, são até 75 vagas e, para as presenciais, 15 em cada. Mas, segundo Valéria, conforme haja interesse, novos grupos podem ser formados na cidade. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (17) 3214-6670.

Motivação

A empresária Letícia de Oliveira empreende há três anos na área de moda. Ela tem um e-commerce de moda feminina executiva e decidiu participar do programa. "As mulheres querem empreender, mas muitas têm medo. Um movimento desse tipo pode motivar a tomar a iniciativa, motivar e encorajar", afirmou.

Quando começou, Letícia montou a Arrazzo Boutique apenas para operar pela internet, mas acabou abrindo uma loja física. Durante um período, seguiu com as duas modalidades, mas percebeu que precisava de estratégias diferentes e, com pandemia, acabou fechando o ponto físico. "Agora trabalho em casa, mas no futuro vou alugar um espaço para ter meu show room e guardar o estoque".

Segundo ela, que casada e planeja ter filho no próximo ano, a decisão de ter o próprio negócio passa por aspectos que envolvem coragem, decisão e avaliação do propósito de vida. No seu caso, ela decidiu abandonar um emprego estável para fazer o que gostava. "É um processo lento, mas gratificante. A questão financeira é resultado do trabalho. Tudo que demora mais para ser construído é mais estável", afirma, explicando que não se pode esperar o retorno imediato dos investimentos no negócio.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, as mulheres foram mais afetadas pela crise financeira causada pela pandemia do coronavírus: 52% das mulheres fecharam temporariamente ou de vez, contra 47% dos homens. Ao mesmo tempo, elas estão ligeiramente mais otimistas que os homens sobre quanto tempo vai demorar para a economia voltar ao normal.