Ministra da Agricultura diz que preço do arroz vai baixar

DISPARADA DE PREÇOS

Ministra da Agricultura diz que preço do arroz vai baixar

Destaque em reunião ministerial, garota 'sabatinou' equipe de Bolsonaro


Ministra da Agricultura, Tereza Cristina
Ministra da Agricultura, Tereza Cristina - João Cruz/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, garantiu que o governo fará o preço do arroz baixar e que o produto não vai faltar nas prateleiras dos supermercados. Nesta terça-feira, 8, a ministra respondeu pergunta sobre o assunto feita pela youtuber Esther Castilho, de apenas 10 anos de idade. A menina questionou a cúpula de ministros antes de uma reunião do grupo.

"O arroz não vai faltar; agora ele tá alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser vamos ter uma supersafra ano que vem", garantiu Tereza Cristina.

Produtos da cesta básica registraram aumento de preços recentemente. Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e o jornal O Estado de S. Paulo mostraram, um dos motivos é o crescimento nas exportações, além do alto valor do dólar em relação ao real.

Na conversa, o presidente, Jair Bolsonaro, também incentivou a youtuber mirim a fazer uma pergunta para André Brandão, presidente do Banco do Brasil, sobre "os empréstimos para quem planta arroz". "Está saindo muito dinheiro", disse Brandão, sem entrar em detalhes.

No microfone de Bolsonaro, Esther reclamou para o ministro de Energia, Bento Albuquerque sobre o alto preço do gás. O mesmo disse que a pergunta deveria ser feita ao ministro da Economia, Paulo Guedes. "O preço do gás vai abaixar ou vai aumentar mais? Explica ai", questionou ela direcionando a Guedes. O ministro respondeu: "Com a ajuda do ministro Bento, nós estamos aprovando a lei do gás natural e aí vamos dar um choque de energia barata. Esperamos que o gás caia de 20% a 30% pelo menos."

A menina rebateu: "Então tá bom. Eu espero isso, porque lá Lá em Ribeirão Preto está quase R$ 90 gente, pelo amor de Deus, né?".

Vacina da Covid-19

A youtuber também indagou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre as vacinas contra o coronavírus. O general voltou a dizer que a previsão é de que as mesmas estejam disponíveis a partir de janeiro.

"Estamos fazendo contratos com quem fabrica as vacinas. Esse é o plano. Está previsto que a vacina chegue para nós em janeiro. A partir de janeiro a gente começa a vacinar todo mundo", declarou. Bolsonaro pediu que ela questionasse ainda se Pazuello desejava voltar para o Rio de Janeiro. "Só depois que aposentar, para morar na frente da praia", afirmou.

A Ricardo Salles, do Meio Ambiente, ela disparou: "Está pegando fogo no pantanal?". O ministro consentiu. "Tá pegando fogo, mas o presidente mandou 10 aviões lá pra mandar apagar".

Ao ministro da Educação, ela perguntou sobre o início das aulas. Milton Ribeiro brincou então que já havia sido entrevistado por ela e "pulou" a pergunta. Mas explicou: "As aulas devem voltar em breve, assim que tiver mais segurança. Isso depende de cada governo estadual, mas logo logo a gente vai ter novidades ai", prometeu.

Ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo, Esther perguntou se o Brasil estava "bem defendido". "Vai ficar melhor ainda, porque o grande projeto da Defesa é o serviço militar obrigatório para as mulheres", afirmou. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da pasta, a medida não é verdadeira e caracterizou-a como "uma brincadeira".

Por último, ao vice-presidente, Hamilton Mourão, Bolsonaro pediu que a garota questionasse se ele deseja ser presidente do Brasil. Mourão balançou a cabeça negativamente: "Em hipótese alguma", disse entre risos.