Lojistas de Rio Preto planejam ações em datas comerciais

PLANEJAMENTO

Lojistas de Rio Preto planejam ações em datas comerciais

Agora, ocorre a Semana do Brasil, mas ainda tem a Black Friday e o Natal


Empresário Caio Eduardo Alves Perussi fica atento ao calendário e mantém planejamento das ações em dia
Empresário Caio Eduardo Alves Perussi fica atento ao calendário e mantém planejamento das ações em dia - Guilherme Baffi 4/9/2020

O calendário de datas comerciais é fundamental para comerciantes que querem alavancar as vendas. Neste momento mesmo é a Semana do Brasil, que vai até o próximo dia 13 e que pretende estimular o consumo e melhorar o faturamento do varejo, tão afetado pela crise financeira imposta pela pandemia do coronavírus. E quem se planeja e fica de olho no que vem pela frente, consegue um resultado melhor.

Só que neste ano, os desafios são ainda maiores, por isso, questões como quantidade de estoque, finanças e caixa estão ainda mais presentes nas discussões dos empresários que já se planejam para as grandes datas comerciais previstas para até o fim do ano como Dia das Crianças, Black Friday, Ciber Monday e, principalmente, Natal.

De acordo com o Sebrae, algumas datas comemorativas são quase que obrigatórias e devem ser pensadas com antecedência. Algumas comemorações têm impacto tão forte no desempenho de vendas anual que devem ser planejadas com pelo menos três meses de antecedência. Há datas que são feitas para gerar lucro, vender muito sem desconto, outras para promover queima de estoque.

"O empresário olha para o passado, vê a evolução de vendas e se planeja para as próximas datas. Só que com a pandemia, isso mudou. Ele precisa corrigir o planejamento, já que entrou o problema do consumo e as novas formas de vender e de comprar", afirmou o consultor do Sebrae de Rio Preto Hebert Pellegrini Rodrigues.

Para o especialista, neste momento, o varejista deve ficar atento a todas as novidades para tentar aproveitar o calendário de vendas, incluindo as datas tradicionais e mesmo algumas mais recentes. "Por exemplo, em breve, no dia 15 de setembro temos o Dia do Cliente. Valeria pensar nisso e criar um vínculo com o cliente ou mesmo reforçá-lo. É preciso usar a criatividade para buscar as oportunidades de negócios."

Quando se fala em Black Friday ou Ciber Monday, segundo Rodrigues, são datas para os lojistas se desfazerem de estoques e terem pequenas margens de lucro, aproveitando para vender, por exemplo, itens que já são de coleções passadas. Sacadas interessantes são apostar nas iniciativas de vendas virtuais. "A Black Friday é tradicional; a Ciber Monday é a queima da queima e o Halloween, por exemplo, vem ganhando espaço e pode também ser trabalhado", disse.

Estoque

E se essas datas são preparativos para o Natal, este se apresenta ainda como uma incógnita. Por isso, é fundamental que os lojistas procurem fazer boas negociações com seus fornecedores. "Não dá para ter precisão, mas há indicadores econômicos, análises de cenários. Uma opção é não comprar tudo de uma vez, fracionar as compras em duas ou três vezes, negociando os valores."

Segundo ele, tradicionalmente o Natal é a época em que o comércio mais vende, dessa forma, a previsão de vendas é para aumento, mas é preciso fazer cálculos, ter uma base para buscar minimizar os riscos. "Olhe para as novas necessidades e os novos hábitos de consumos", sugere.

Planejamento

O empresário Caio Eduardo Alves Perussi tem apenas 23 anos e já comanda duas empresas, a Rio Preto Confecções e a Coat Store. Ele trabalha com a produção e venda de jalecos para a área de saúde, além de uniformes. Planejamento é sua palavra-chave. "Sou diretor geral, então cuido da parte dos processos, das finanças, então tenho uma agência de marketing em que fazemos reuniões semanais para alinhar as datas. Tem dia do fisioterapeuta, do biólogo, do médico. São muitas, não consigo lembrar de tudo e eles têm o conhecimento técnico para as ações."

Para a Black Friday, por exemplo, ele conta que já está negociando com fornecedores a compra de uma carga fechada de tecidos, o que vai permitir uma redução de custos em torno de 40%. "Depois, vou na mão de obra e busco também negociar, além de colocar uma margem de lucro bem baixa para que o dinheiro retorne o mais rápido."

Segundo Caio, em seu mercado, não é possível deixar nada para a última a hora, já que o processo produtivo - depois da compra da matéria-prima - leva entre 15 e 20 dias. "Já estou desenvolvendo a coleção de jalecos de janeiro, de volta às aulas", explicou. As peças são utilizadas, principalmente, nos cursos de medicina, fisioterapia, enfermagem.