Rio Preto acumula 7.537 pedidos de seguro-desemprego na pandemia

SEGURO-DESEMPREGO

Rio Preto acumula 7.537 pedidos de seguro-desemprego na pandemia

Número de requerimentos desde o início da quarentena corresponde a 58% do total de pedidos feitos desde o início do ano. Estado de São Paulo é o que registra mais solicitações do benefício no País


Número de requerimentos do benefício disparou a partir de abril
Número de requerimentos do benefício disparou a partir de abril - Johnny Torres 16/6/2020

O número de pedidos de seguro-desemprego chegou a 1.288 na primeira quinzena de junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 25, pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. Houve uma queda de 25% na comparação com a quinzena anterior - a segunda do mês de maio -, quando foram registrados 1.737 pedidos do benefício. No acumulado desde o início do ano, Rio Preto tem 12.897 pedidos de seguro-desemprego, sendo que 58% (7.537) foram registrados nos últimos dois meses e meio.

Os pedidos de seguro-desemprego em Rio Preto dispararam no mês de abril, imediatamente após o início da quarentena no Estado de São Paulo. Na segunda metade de março, por exemplo, a cidade registrou 744 pedidos do benefício, número que subiu para 862 na primeira quinzena de abril e saltou para 1.720 na segunda metade daquele mês.

Ainda em tendência de alta, o número de requerimentos chegou ao pico de 1.930 na primeira quinzena de maio e começou a cair nas duas semanas seguintes, quando foram registrados 1.737 solicitações do benefício do governo.

A maioria dos pedidos de seguro-desemprego em Rio Preto tem sido feita online. Na primeira quinzena de junho, 877 das 1.288 solicitações foram feitas pela internet, o que representa 68,1% de adesão à plataforma digital. No mesmo período do ano passado, 99,7% dos 973 pedidos de seguro-desemprego na cidade foram feitos de forma presencial.

Segundo o economista rio-pretense Hipólito Martins Filho, a situação do emprego no Brasil continua dramática e deverá continuar por tempo indeterminado. O especialista, no entanto, atribuiu a queda de 25% em comparação com a quinzena anterior a algumas variáveis. "Primeiro porque há uma demanda reprimida. O tempo vai passando e as pessoas precisam voltar a consumir alguma coisa. Além disso, o crédito liberado pelo governo às empresas começou a chegar, o que faz com que as pessoas passem a comprar um pouco mais, fora os novos beneficiados pelo auxílio emergencial", explicou Hipólito, que também fala em uma melhora na atividade industrial e no mercado internacional, principalmente em decorrência da expectativa da vacina contra a Covid-19.

Brasil

O levantamento divulgado pelo Ministério da Economia mostra que, na primeira metade do mês de junho, 351.315 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos em todo o Brasil, contra 260.228 pedidos registrados no mesmo período do ano passado. Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (109.278), Minas Gerais (37.130) e Rio de Janeiro (28.507).

Apesar da alta em junho, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em ritmo menor no acumulado do ano, tendo somado 3.648.762 de 2 janeiro a 15 de junho de 2020. O total representa aumento de 14,2% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, 3.194.122.

Com relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego no Brasil na primeira quinzena de junho, a maioria é masculina (60,2%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32%) e, quanto à escolaridade, 60,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 41,7% dos requerimentos, seguido por comércio (25,3%), indústria (19,3%) e construção (9,8%).

(Com Agência Brasil)

  • 1ª quinzena de janeiro - 873
  • 2ª quinzena de janeiro - 1.039
  • 1ª quinzena de fevereiro - 862
  • 2ª quinzena de fevereiro - 871
  • 1ª quinzena de março - 1.061
  • 2ª quinzena de março - 744
  • 1ª quinzena de abril - 862
  • 2ª quinzena de abril - 1.720
  • 1ª quinzena de maio - 1.930
  • 2ª quinzena de maio - 1.737
  • 1ª quinzena de junho - 1.288

Fonte: Ministério da Economia