Em cinco meses, região de Rio Preto exportou 8 milhões de dólares

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Em cinco meses, região de Rio Preto exportou 8 milhões de dólares

No acumulado de janeiro a maio, as exportações em Rio Preto atingiram US$ 8,07 milhões, motivadas pela valorização do dólar; importações, por outro lado, sofrem com o dólar e com a pandemia


Atracação de navios no Caís do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container.
Atracação de navios no Caís do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container. - Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações têm sido beneficiadas com o dólar em alta e as importações tem sido prejudicadas duplamente: pelo dólar valorizado e pela pandemia de coronavírus. É o que apontam os especialistas em mercado externo. A balança comercial, entretanto, acumula resultados deficitários, de US$ 32 milhões nos cinco primeiros meses deste ano, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No acumulado de janeiro a maio deste ano, as exportações em Rio Preto atingiram US$ 8,07 milhões. O volume é 14% menor do que em igual período de 2019, quando os negócios totalizaram US$ 9,45 milhões.

Com esse desempenho, Rio Preto ocupa a 192ª colocação no ranking estadual e a 730ª no País, com uma contribuição discreta, de 0,01% no Brasil e de 0,04% no Estado. "A pandemia do coronavírus derrubou os negócios, mas com a reabertura de alguns países da Europa eles estão voltando", afirmou Paulo Narcizo Rodrigues, despachante aduaneiro da Caribbean Express.

Por aqui, itens como artigos ortopédicos representam 18% do total; em seguida, miudezas comestíveis de animais, com 16%, e plantas, com 10% do total. Os principais destinos para onde são enviados os produtos são Estados Unidos (19%), Hong Kong (16%) e Paraguai (12%). "Observamos que nossos produtos estão sendo muito procurados."

Segundo Márcio Marcassa Júnior, despachante aduaneiro da Rioport, a alta do dólar continua beneficiando as exportações. "Está sendo muito bom para o agronegócio da região. Estamos sentindo nesse mês de junho uma pequena reação dos negócios internacionais em geral. Muita demanda de novos clientes interessados na exportação e na importação", afirmou.

Para aproveitar melhor este momento, segundo Rodrigues, o que os empresários que tenham interesse em vender seus produtos para o comércio exterior podem aproveitar e criar ou atualizar seu site para os idiomas - além do português - inglês e espanhol. "Isso facilita a vida do comprador e é uma forma de começar a se preparar para o mercado internacional, a digitalização."

Importações

Em relação às importações nos cinco primeiros meses do ano, Rio Preto registrou movimento de US$ 40,91 milhões, o que representou uma redução de 13% em relação a igual período anterior, que havia sido de US$ 47 milhões. Neste caso, a alta do dólar é fator principal, mas a própria pandemia acabou afetando a produção de produtos chineses e interferiu em entregas pelo mundo.

Em Rio Preto, os principais produtos importados são os peixes frescos ou refrigerados, com o maior percentual do conjunto, 40%. Em seguida, aparecem as compras de diodos, transístores e aparelhos semelhantes, com 18%. Em terceiro lugar aparecem os aparelhos para circuitos elétricos, com 3,9%.

Os três principais destinos em que os empresários locais recorrem para fazer compras no exterior são Chile (40%), China (37%) e Estados Unidos (8,7%). Rio Preto ocupa, entre as importações, na 66ª colocação no Estado, com 0,2% de participação no resultado estadual e de 0,06% no Brasil, na 198ª posição.

Brasil

Depois de subir em abril, a balança comercial começou a sentir os efeitos da pandemia de coronavírus e registrou contração em maio. No mês passado, o país exportou US$ 4,548 bilhões a mais do que importou, queda de 19,1% em relação ao resultado positivo de US$ 5,624 bilhões de maio de 2019.

Com o resultado de maio, a balança comercial - diferença entre exportações e importações - acumula superávit de US$ 16,349 bilhões nos cinco primeiros meses, valor 19,5% inferior ao do mesmo período do ano passado.

No mês passado, as exportações somaram US$ 17,940 bilhões, recuo de 4,2% em relação a maio de 2019 pelo critério da média diária. As importações somaram US$ 13,392 bilhões, queda de 1,6% em relação a maio do ano passado pelo critério da média diária.

(com Agência Brasil)

 

Exportações

  • US$ 8,07 milhões
  • 192 no ranking do estado

Principais produtos

  • Artigos e aparelhos ortopédicos - 18%
  • Miudezas comestíveis de animais - 16%
  • Plantas - 10%

Destinos

  • Estados Unidos - 19%
  • Hong Kong - 16%
  • Paraguai - 12%

Importações

  • US$ 40,91 milhões
  • 66 no ranking do estado

Principais produtos

  • Peixes frescos ou refrigerados - 40%
  • Diodos, transístores e aparelhos semelhantes - 18%
  • Aparelhos para circuitos elétricos - 3,9%

Destinos

  • Chile - 40%
  • China - 37%
  • Estados Unidos - 8,7%

Balança comercial 

  • Saldo negativo de US$ 32,84 milhões