QUEDA DE 22%

Nem Dia das Mães salva vendas em maio


Varejo ampliado deverá ter queda de 22% na comparação com o mesmo período de 2019
Varejo ampliado deverá ter queda de 22% na comparação com o mesmo período de 2019 - Guilherme Baffi 16/4/2020

Maio é considerado o segundo mês mais importante do comércio durante o ano, em razão do Dia das Mães. Segundo especialistas, as vendas do mês são até 40% maiores do que a média do ano. Em 2020, porém, nem a data deve salvar o resultado de maio. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) estima que o varejo ampliado (incluindo material de construção e automóveis) terá queda de 22,11% na comparação com o mesmo período de 2019.

Mesmo com todo o esforço das varejistas para investir nas plataformas de e-commerce e em ampliar os chamados marketplaces - que possibilitam a comerciantes menores a venda de seus produtos pelas plataformas de terceiros - os efeitos da pandemia de Covid-19 continuam atingindo em cheio o setor. "Uma queda dessas em maio prenuncia um período de 12 meses muito ruim. Antes de sermos solapados pela pandemia, nossa perspectiva de crescimento para o ano estava em 3% ou 3,5%. Agora, prevemos queda de 10% para os próximos 12 meses", diz o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo.

Ele explica que a perda de desempenho em uma data tão importante no planejamento dos comerciantes tem um efeito que não deve ser reparado quando a economia for reaberta. "O que não foi vendido, não será vendido depois, pois temos cerca de 13 milhões de desempregados e as estimativas indicam que podemos chegar a 17 milhões." Para junho, a projeção do Ibevar é de queda de 20,94% em comparação com o mesmo período de 2019.

Na contramão do setor, estão as redes de supermercados e de farmácias. As primeiras têm alta estimada para o mês de 22,93% nas vendas. Para as farmacêuticas, a projeção é de aumento de 9,59%, segundo a pesquisa do Ibevar.