A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, teve um dia positivo nesta quarta-feira, 20, e encerrou aos 81.319,45 pontos, uma alta de 0,71%. O dólar também ofereceu uma trégua para o real e fechou cotado a R$ 5,6890, uma queda de 1,17%. Os resultados favoráveis do dia foram motivados pela sinalização positiva da Opep e da China para o petróleo. Porém, o conturbado cenário político brasileiro ainda traz insegurança ao investidor.

O anúncio do acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a China faz parte de um esforço mundial para tentar estabilizar a indústria do petróleo, impactada por preços cada vez mais baixos. Eles também se comprometeram a discutir formas de reequilibrar a oferta e demanda da commodity.

A sinalização positiva da commodity fortaleceu o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, que já abriu em alta de 1,27%, aos 81.764,51 pontos. Na máxima do dia, fortalecida pelo resultado positivo das Bolsas de Nova York, a B3 bateu em 82.290,49 pontos.

Apesar da sinalização positiva vinda do exterior, ainda há insegurança quanto ao clima político do País. As expectativas continuam altas, em torno da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril entre o ex-ministro Sergio Moro e Jair Bolsonaro, também pesa o depoimento do empresário Paulo Marinho à Polícia Federal. A esse cenário, ainda se soma a recente demissão de Regina Duarte da Secretaria da Cultura, deixando uma nova cadeira a ser preenchida no governo.

Câmbio

O dólar começou as negociações do dia em queda de 0,58% cotado a 5,7233. Pouco tempo após a abertura, a moeda alcançou a máxima do dia, R$5,7538 - o resultado não se manteve por muito tempo e ela rapidamente começou a recuar. Na mínima do dia, por volta das 11h, o dólar era cotado a R$ 5,6757, uma queda de 1,40%.

Assim como a Bolsa, a baixa da moeda acompanha uma tendência internacional, motivada pelo cenário favorável dos mercados. Contudo, a expectativa é que o embate comercial e diplomático entre Estados Unidos e China ainda resulte em dias de estresse para o dólar.