SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 16 DE OUTUBRO DE 2021
COLUNA DO DIÁRIO

Vereadores citados em suposta 'rachadinha' cobram Edinho em reunião

Grupo pediu um posicionamento firme do prefeito sobre a denúncia anônima levada à Polícia Civil

Vinícius Marques e Rodrigo Lima
Publicado em 27/08/2021 às 00:14Atualizado em 27/08/2021 às 07:43
Prefeito Edinho Araújo em evento neste ano; cobrança por posição clara sobre inquérito, que inclui secretário, desagradou o chefe do Executivo (Johnny Torres)

Prefeito Edinho Araújo em evento neste ano; cobrança por posição clara sobre inquérito, que inclui secretário, desagradou o chefe do Executivo (Johnny Torres)

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COLUNA DO DIÁRIO

Vereadores citados em suposta 'rachadinha' cobram Edinho em reunião

Grupo pediu um posicionamento firme do prefeito sobre a denúncia anônima levada à Polícia Civil

Vinícius Marques e Rodrigo Lima
Publicado em 27/08/2021 às 00:14Atualizado em 27/08/2021 às 07:43

Prefeito Edinho Araújo em evento neste ano; cobrança por posição clara sobre inquérito, que inclui secretário, desagradou o chefe do Executivo (Johnny Torres)

O governo bem que tentou se esquivar, mas não deu. O furacão provocado pelo inquérito policial que investiga 11 vereadores, e que atende pelo nome de “rachadinha”, bateu na porta no 8º andar da Prefeitura, onde fica o chefe do Executivo, Edinho Araújo (MDB). Vereadores se reuniram no fim da tarde de quarta, 25, com o prefeito e com o secretário de Governo, Jair Moretti. Eram seis parlamentares na reunião: Anderson Branco (PL), Bruno Marinho (Patriota), Celso Peixão (MDB), Julio Donizete (PSD), Odélio Chaves (Progressistas) e Bruno Moura (PSDB).

Este último não é investigado, mas reclama de “golpe baixo”. O grupo pediu um posicionamento firme do prefeito sobre a denúncia anônima levada à Polícia Civil, mas a cobrança dos parlamentares não foi bem digerida por Edinho. Em dado momento, o prefeito teria chamado a atenção de Peixão, questionando se o vereador, que mexia no celular, estava gravando a reunião. Por mais que o Executivo tente deixar a crise para a Câmara, a apuração envolve o governo diretamente, já que o secretário de Esportes, Fábio Marcondes (PL), também está entre os investigados. Cabe a Edinho definir como irá administrar a tensa situação.

NOTAS

A brecha

A apuração da denúncia de suposta rachadinha na Câmara de Rio Preto vai além dos atritos políticos e adentra o campo jurídico. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília tem decidido, de forma contumaz, que denúncias anônimas podem ensejar a abertura de investigações, a exemplo do que ocorreu em Rio Preto. No entanto, medidas de restrições de direito, como mandados de busca ou mesmo quebra de sigilo, não poderiam ser ancoradas apenas em denúncias anônimas. Sob essa ótica, uma tentativa de trancar o inquérito policial começa a ser avaliada.

Reservado

O ministro de Educação, Milton Ribeiro, tem visita agendada em Rio Preto no sábado, 28. Ribeiro irá inaugurar oficialmente o Instituto Federal de Rio Preto. Apesar da relevância do tema e da importância da obra, que consumiu cerca de R$ 9,5 milhões de recursos públicos, a ordem dentro do Ministério da Educação (MEC) é que o evento seja fechado, sem a participação da imprensa ou a concessão de entrevistas. No mínima estranha a iniciativa do ministro e sua trupe.

Tanto faz

Em jantar com o dirigente do PSDB de Rio Preto Beto Perosa, o ex-governador Márcio França, presidente do diretório estadual do PSB em São Paulo, comentou que o ex-prefeito Valdomiro Lopes pode ficar na legenda e ser candidato a deputado, estadual ou federal, em 2022. Mas, se ele quiser deixar a legenda, a porta de saída está aberta. Valdomiro está sumido do meio político. Uma das queixas é que o ex-prefeito reduziu a pó o partido nos últimos anos. Outro apontamento é que Valdomiro tem passado mais tempo em suas fazendas no Tocantins do que em Rio Preto, seu reduto eleitoral.

De saída

A jornalista Luciana Machado pediu exoneração do cargo de diretora administrativa da Câmara. Luciana, que é casada com Beto Perosa, busca outros horizontes na iniciativa privada. A vaga no Legislativo deve ser preenchida por nome indicado pela cúpula do PSDB, já que o posto, ao que consta, é destinado ao partido.

Marmita

Quem defende “intervenção militar” no País e costuma manifestar isso em frente ao Tiro de Guerra em Rio Preto poderia mudar o foco. Uma arrecadação para a manutenção do local seria mais útil, além de resultar em economia para a Prefeitura, que arca com as despesas da estrutura militar. Um exemplo: o município abriu licitação que prevê até R$ 110 mil para a compra de 6 mil marmitas aos militares, em contrato de um ano. O cardápio inclui feijão, macarronada, carne bovina, frango ou peixe, além de batata frita, torta, salada, banana, laranja e suco. Fica a dica.

CURTAS

Parecer - A Diretoria Jurídica da Câmara de Rio Preto emitiu parecer desfavorável ao projeto de Pedro Roberto (Patriota) que defende moratória de tributos, entre eles IPTU e ISS, a empresas desde março de 2020, quando teve início a pandemia de Covid-19. O parecer, no entanto, afirma que a proposta é “sanável” – o que significa dizer que, com algumas alterações, o projeto pode se tornar legal.

 No MP - O vereador Robson Ricci (Republicanos) encaminhou ao Ministério Público pedido de apuração sobre a construção de lixeiras subterrâneas no Calçadão de Rio Preto, que teriam sido concluídas, mas não estão em operação. O caso será distribuído no MP.

 
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