SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2022
COLUNA DO DIÁRIO

Vereador de Rio Preto diz a amigos que deixa a TV para 'tomar as rédeas' do próprio mandato

A saída vem na esteira de uma série de especulações de bastidores em torno do estremecimento na relação do parlamentar com o presidente local da legenda, Diego Polachini.

Maria Elena Covre e Vinícius Marques
Publicado em 06/05/2022 às 23:37Atualizado em 07/05/2022 às 09:58
Robson Ricci (Republicanos) (Divulgação/Câmara de Rio Preto)

Robson Ricci (Republicanos) (Divulgação/Câmara de Rio Preto)

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COLUNA DO DIÁRIO

Vereador de Rio Preto diz a amigos que deixa a TV para 'tomar as rédeas' do próprio mandato

A saída vem na esteira de uma série de especulações de bastidores em torno do estremecimento na relação do parlamentar com o presidente local da legenda, Diego Polachini.

Maria Elena Covre e Vinícius Marques
Publicado em 06/05/2022 às 23:37Atualizado em 07/05/2022 às 09:58

Robson Ricci (Republicanos) (Divulgação/Câmara de Rio Preto)

O vereador-jornalista Robson Ricci (Republicanos) deixou a RecordTV de Rio Preto depois de 17 anos na emissora. A saída vem na esteira de uma série de especulações de bastidores em torno do estremecimento na relação do parlamentar com o presidente local da legenda, Diego Polachini.

A amigos próximos, o vereador contou que precisa de mais tempo para “tomar as rédeas” do próprio mandato na Câmara de Rio Preto, que vinha sofrendo muitas “interferências”.

Há algum tempo, ele demitiu um assessor de gabinete apadrinhado por Polachini. Este, por sua vez, começou a se mostrar menos “empolgado” com o pupilo. Ricci também deixou de ser incluído nos panfletos que a legenda faz para divulgar suas ações.

Uma espécie de geladeira que Karina Caroline (Republicanos) conhece desde que insistiu em manter boas relações com a gestão Edinho Araújo (MDB), apesar da orientação contrária de Polachini.

Como a Record e o Republicanos, assim como a Igreja Universal, são oriundos da mesma costela de Edir Macedo, muitos associam uma situação à outra. Revelação na urnas em 2020, de onde saiu como o mais votado – 6.946 votos –, Ricci evita críticas públicas, restringindo-se ao discurso oficial de que falta tempo para atender as demandas dos eleitores.

NOTAS

‘Em paz’

“Gostaria de me dedicar mais à política e à população. Faço um bom trabalho, mas posso melhorar sempre. Tenho também motivos pessoais. Quero um pouco mais de abertura para trabalhos como locuções, cerimoniais e música. Saí da TV em paz e com as portas abertas”, disse ele à Coluna.

Levou a melhor 1

Vergílio Dalla Pria ganhou mais um round na briga para voltar ao quadro de sócios do Rio Preto. O Tribunal de Justiça (TJ-SP) negou recurso de Itamar Rubens Malvezzi (presidente do conselho deliberativo do clube) contra decisão de 1ª instância que assegurou o retorno do ex-político e ex-cartola ao Jacaré.

Levou a melhor 2

Segundo a alegação contra Dalla Pria, o caso teria prescrito. A desembargadora Clara Maria Araújo Xavier, relatora do caso, discordou. “Basta uma breve leitura para se perceber que o acórdão não adentrou ao tema”, sentenciou. Dalla Pria foi expulso do clube após acusação de irregularidades, que, de acordo com a Justiça de Rio Preto, não foram comprovadas. O clã Dalla Pria mandou no Rio Preto por quatro décadas.

Sonho de artista

O jornalista e historiador Fernando Marques está mobilizando lideranças políticas para fazer chegar às mãos do governador Rodrigo Garcia (PSDB) sugestão para a criação do Instituto das Artes em Rio Preto, a exemplo de São Paulo. Segundo ele, o campus da Unesp tem toda a estrutura necessária, incluindo anfiteatro, para música, dança, teatro e artes plásticas, entre outros. “Basta uma canetada e muda todo o panorama da cidade”, defende Fernando.

Fora do tom 1

A diretora administrativa do Hospital de Base de Rio Preto derrapou feio na trilha sonora de um ‘story’ postado em suas redes sociais. Numa foto com o deputado federal Capitão Derrite (PL), bolsonarista raiz, ela marcou o coronel Fábio Rogério Candido, colocou a figurinha de um policial com cassetete em movimento e, ao fundo, a música Polícia, do Titãs: “Polícia para quem precisa de polícia”, diz o refrão do rock pop rebelde do século passado.

Fora do tom 2

Polícia, do grupo Titãs, foi lançada em 1986, quando o País começava a respirar democracia na cultura e em outros setores censurados pela ditadura militar. A música, na época, era uma crítica à atuação da polícia, bem diferente da tentativa da médica de celebrar o capitão-político em seu post de louvação. A música foi feita depois que dois integrantes da banda foram presos por porte de drogas. Foi considerada provocação e motivo de batidas policiais em shows.

Para não esquecer

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), sancionou lei que inclui no Calendário Oficial do Município o “Dia Municipal em Homenagem às Vítimas da Covid-19”, a ser lembrado todo 4 de abril. A iniciativa é do vereador Paulo Pauléra (PP). A data escolhida refere-se ao dia em que foi registrada a primeira morte por causa da doença em Rio Preto, em 2020.

A FILA ANDA Na mesma sexta-feira, 6, que o governo estadual nomeou o coronel paulistano Carlos Enrique Forner para o comando do CPI-5 de Rio Preto, o coronel Fábio Rogério Candido, defenestrado do posto duas semanas atrás pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB), mostrou que, também na política, a fila anda. E, no caso dele, bem rápido. De férias do cargo figurativo em que foi colocado na Capital, o oficial apareceu sorridente em suas redes sociais ao lado de Tarcísio de Freitas (foto), do Republicanos, candidato bolsonarista ao Palácio dos Bandeirantes. Antes “paparicado” por próceres tucanos da região, o coronel caiu em desgraça ao sinalizar que tinha sede da mesma água que inebria os políticos. Com a pré-candidatura a deputado estadual engatilhada, coronel Fábio participou do 1º Simpósio de Desenvolvimento da Macrorregião de Catanduva, um “palancão” montado na cidade para Tarcísio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e uma leva de figuras do bolsonarismo. “Pude compartilhar um pouco da minha visão sobre as mudanças necessárias na área de segurança do Estado, uma vez que as políticas atuais não priorizam os profissionais da polícia”, legendou ele. (Reprodução/Instagram 6/5/2022)

 
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