SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
COLUNA DO DIÁRIO

Ex-comandante da PM em Rio Preto, Coronel Fábio defende investida da polícia em favela do RJ

Fábio Rogério Candido defendeu, sem economia de argumentos polêmicos, o resultado da investida da PM no outro Estado

Maria Elena Covre, Vinícius Marques, Lucas Israel e Marco Antonio dos Santos
Publicado em 30/05/2022 às 22:37Atualizado em 31/05/2022 às 10:20
Coronel Fábio Rogério Candido, da Polícia Militar (Marco Antônio dos Santos 8/2/2020)

Coronel Fábio Rogério Candido, da Polícia Militar (Marco Antônio dos Santos 8/2/2020)

Nem a "Sibéria da PM", para a qual foi mandado o ex-comandante da Polícia Militar de Rio Preto (CPI-5), coronel Fábio Rogério Candido, conseguiu congelar as manifestações públicas do oficial da ativa sobre temas espinhosos.

O coronel voltou a provocar mal-estar na alta cúpula da PM paulista e no próprio governo estadual ao dar uma entrevista no último final de semana ao programa Documento Jovem Pan na qual, apresentado como especialista em segurança pública, ele analisou a operação na comunidade da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, que resultou em 27 mortos.

Defensor de bandeiras dos militares que encontraram respaldo junto ao bolsonarismo, o ex-comandante da PM de Rio Preto defendeu, sem economia de argumentos polêmicos, o resultado da investida da PM no outro Estado.

“Diante de cenários como se colocou no Rio de Janeiro, a PM precisa estar preparada, e mostrou que está preparada para algum tipo de confronto. E a gente sabe que, pelo histórico das operações nas comunidades do Rio de Janeiro, a polícia não tem sido recebida com flores”, afirmou. Em outro trecho da análise, ele foi além. “Numa sociedade em situação de guerra urbana, em que até alguns inocentes perdem a vida, eu friso: permitir que o crime organizado tome conta de regiões ou sitie regiões é muito pior.”

O link da reportagem no YouTube correu feito fogo em mato seco dentro dos grupos da PM da região no último sábado, 28. Mais palanque junto à categoria, impossível.

NOTAS

Prédio da Federal

Com previsão de conclusão das obras em março deste ano, o novo prédio da Polícia Federal, que está sendo construído às margens da rodovia Washington Luís, chama a atenção, mas ainda não está pronto. A estimativa, agora, é de que seja inaugurado em julho. O fato é que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem, no caso, “vontade política” em entregar o presente à categoria antes das eleições. Há quem especule, inclusive, que ele volte à cidade para a “festa”.

No calo

Durante visita de pré-campanha a deputado estadual em Votuporanga na semana passada, o agente licenciado da Polícia Federal Danilo Campetti decidiu bater de frente com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Carlão Pignatari (PSDB). Ao falar para um eleitorado que abraçou o BolsoDoria em 2018, e também ajudou na reeleição do parlamentar tucano, Campetti não poupou o tucanato em geral. “O PSDB é uma cópia pirata e perfumada do PT.”

Terreno no céu

Depois de prometer recursos de emendas impositivas que nem existem na Câmara de Rio Preto ao Instituto Vira Latas, da colega Claudia de Giuli (MDB), o vereador Paulo Pauléra (PP) fez a mesmíssima promessa a integrantes da Associação da Guarda Municipal de Rio Preto, durante reunião em que foi discutida a criação do sindicato da categoria. No discurso, ele disse que vai mandar R$ 100 mil para a entidade dos agentes. Isso, sim, é vender terreno no céu.

Cantoria

No encerramento da Conferência Interestadual dos Bancários, que reuniu representantes de 23 sindicatos da categoria do interior paulista e do Mato Grosso do Sul, os 120 participantes começaram, do nada, a cantar a música de campanha de Lula (PT). Os organizadores do evento, que ocorreu durante dois dias no Ipê Park Hotel, juram que foi uma manifestação espontânea. Quanto aos resultados práticos, o grupo definiu que, diante da alta de 15% (em média) nos lucros dos cinco maiores bancos brasileiros nos últimos 12 meses, vai pedir 5% de aumento real, mais reposição da inflação.

Despejo

Luiz Donizete Prietto, presidente do América de Rio Preto, está com mais um pepino para descascar fora das quatro linhas do campo. Foi publicada nesta segunda-feira, 30, uma ordem de despejo da casa em que ele mora no condomínio Damha 1. A decisão, da última sexta, 27, é do juiz Paulo Sérgio Romero Vicente Rodrigues, da 4ª Vara Cível, e foi motivada por uma dívida de R$ 54.694,77 referente a aluguéis e taxas de condomínio não pagos.

14 meses

“O requerente alegou que locou o imóvel e que os requeridos não cumpriram com as obrigações assumidas. Reclamou a condenação dos requeridos solidariamente ao valor de R$ 54.694,77, bem como a rescisão da locação”. A condenação solidária foi pedida porque o imóvel foi alugado em nome de terceiros, ou seja, Italiano tem de deixar o imóvel, mas o processo corre no nome de ex-parceiro do clube e de sua mulher, que afirmam que a dívida passa dos 14 meses de aluguel.

É só derrota

Em conversa com a Coluna, ele disse que não falaria sobre o assunto e que o salário dos jogadores do América está em dia, mesmo eles não apresentando boa atuação dentro de campo. O Rubro é lanterninha no grupo 1 da 4ª divisão do futebol paulista.

SÓ POR DEUS O padre Deusdet Aparecido Zanforlim (foto), da Catedral de São José, quase foi obrigado a acabar com a missa das 20h aos domingos. Isso devido à falta de integrantes da equipe de liturgia para ajudar na celebração. O sacerdote diz que o “apagão de colaboradores” se deve à Covid-19, que foi fatal para alguns e provocou sequelas em outros. Para piorar, o número de participantes na missa das 20h de domingo está caindo, porque boa parte dos fiéis da Catedral é composta por idosos, que nem sempre têm disposição ou condições físicas de ir às celebrações nesta hora. Depois de divulgar o problema entre os católicos praticantes, apareceram voluntários para ajudar na liturgia. Por enquanto, o problema foi contornado. (Divulgação)

 
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