SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
COLUNA DO DIÁRIO

Diretor da Apas diz que Bolsonaro precisa acertar congelamento com a indústria para conter inflação

Sanches disse à Coluna que não vê o apelo presidencial como “absurdo”, como muitos o classificaram, e até acha que “poderia funcionar”, mas se fosse negociado um acordo neste sentido com a indústria

Maria Elena Covre com Vinícius Marques
Publicado em 14/06/2022 às 23:31Atualizado em 15/06/2022 às 09:03
Presidente Jair Bolsonaro (Alan Santos/Planalto)

Presidente Jair Bolsonaro (Alan Santos/Planalto)

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COLUNA DO DIÁRIO

Diretor da Apas diz que Bolsonaro precisa acertar congelamento com a indústria para conter inflação

Sanches disse à Coluna que não vê o apelo presidencial como “absurdo”, como muitos o classificaram, e até acha que “poderia funcionar”, mas se fosse negociado um acordo neste sentido com a indústria

Maria Elena Covre com Vinícius Marques
Publicado em 14/06/2022 às 23:31Atualizado em 15/06/2022 às 09:03

Presidente Jair Bolsonaro (Alan Santos/Planalto)

Empresário supermercadista de Rio Preto e diretor regional da Apas (Associação Paulista dos Supermercados), José Luiz Sanches defende que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, erraram o alvo ao pedirem ao setor que congele os preços da cesta básica por, ao menos, três meses para ajudar a segurar a inflação.

Sanches disse à Coluna que não vê o apelo presidencial como “absurdo”, como muitos o classificaram, e até acha que “poderia funcionar”, mas se fosse negociado um acordo neste sentido com a indústria. “O governo teria de conseguir travar os preços com os fabricantes, com a indústria, e não com os supermercados, a gente só repassa”, afirmou.

A fala de Bolsonaro e Guedes sobre “congelamento” arrepiou os liberais da economia, ressuscitou nos mais velhos lembranças nada agradáveis do governo Sarney e foi vista como “desespero” no meio político.

As declarações foram feitas no Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “Eu sei que a margem de lucro tem caído cada vez mais, vocês já vêm colaborando desta forma, mas eu apelo que colaborem um pouco mais na margem de lucro dos produtos da cesta básica”, justificou Bolsonaro.

Segundo Sanches, não tem como os supermercadistas atenderem ao apelo, porque as lojas têm custo, que também estão mais altos em função do aumento do diesel, da energia e outros fatores.

“Neste sentido, congelamento nenhum vai funcionar”, continua Sanches. A regional da Apas em Rio Preto tem 98 associados e uma rede de 216 supermercados, com faturamento equivalente a R$ 1,6 bilhão.

NOTAS

SÓ PIORA Após ser notificada pela Justiça do Trabalho sobre o pedido de penhora dos valores que o América tem a receber pela venda do zagueiro Diego Carlos (foto) para o Aston Villa, da Inglaterra, a Federação Paulista de Futebol (FPF) disse no processo que não tem nada a ver com a história. Diego Carlos foi vendido por 30,5 milhões de euros e os dirigentes do América estavam na expectativa de receber R$ 775 mil a que teriam direito pelo fato de o clube fazer parte da formação do atleta. “A Federação Paulista de Futebol não tem qualquer ingerência sobre referido contrato de venda, sendo responsável, tão apenas, pelo registro do contrato especial de trabalho desportivo”, afirmou a entidade em ofício encaminhado à juíza do Trabalho Ana Paula Silva Campos Miskulin, que determinou o bloqueio dos valores. E só piora: a FPF ainda aproveitou a oportunidade para lembrar a Justiça do Trabalho que não haverá repasse de cotas de subvenção para os clubes que participam apenas da 1ª fase do Campeonato Paulista da Série B. Como o América já está eliminado, o Rubro não vai receber um centavo pela participação no torneio.

Secou

Além dos preços em alta, José Luiz Sanches fala que os representantes do setor supermercadista estão sendo obrigados ainda a contornar dificuldades com a falta de produtos.“Veja o leite. Está R$ 6 e, mesmo com o preço lá em cima, não tenho para entregar, porque está em falta por vários motivos”, afirmou.

Mais por menos

Quanto ao comportamento do consumidor em meio à inflação, ele diz que o consumidor não passou a deixar mais dinheiro no supermercado, mas mantido o valor, levando menos mercadoria para casa. “O que estamos vendo é isso: ele gasta o mesmo e leva menos no carrinho. Tem também aqueles que começaram a levar marcas mais baratas.”

Menos pior

Simpático ao presidente Jair Bolsonaro, José Luiz Sanches acredita, no entanto, que esse impacto da inflação não vai afetar o desempenho do atual mandatário nas urnas. “Eu não acredito que isso (a alta dos preços), que tem várias causas, mude a cabeça do eleitor do Bolsonaro. Até porque, sem ele, poderia estar bem pior”, concluiu.

Na bronca 1

O homenageado da semana na galeria “Parceiro do Bem”, criada pelo Hospital de Base em suas redes sociais para lustrar o ego de políticos, voltou a despertar a bronca de estudantes de enfermagem, medicina e psicologia da Famerp (Faculdade de Medicina de Rio Preto). O mimo da vez, que segue ordem alfabética, destinou-se ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

Na bronca 2

Também nas redes sociais, os centros dos três cursos – CAPsi (da psicologia), Caerp (da enfermagem) e Caez (da medicina) – repudiaram a homenagem. “O deputado, como articulador de políticas do governo, coloca-se como cúmplice de diversas ações e políticas que atentam contra o bem-estar e a saúde pública dos brasileiros”, diz trecho do longo texto postado.

Circulando 1

Com dois dos principais points de políticos em campanha por Rio Preto no roteiro – o Hospital de Base e a Favela Marte –, a deputada federal Adriana Ventura (Novo) faz um tour pré-campanha pela região nestas quinta, 16, e sexta, 17.

Circulando 2

A agenda da parlamentar nestes dois dias inclui almoço com apoiadores e visita à Santa Casa de Votuporanga, reunião com representantes de instituições sociais na Câmara de Mirassol, passagem por Bady Bassitt e, de novo em Rio Preto, uma circulada básica pela Festa das Nações. Tudo ciceroneada pelo candidato do partido a deputado estadual, o empresário Rafael Bernardo.

SÓ PIORA Após ser notificada pela Justiça do Trabalho sobre o pedido de penhora dos valores que o América tem a receber pela venda do zagueiro Diego Carlos (foto) para o Aston Villa, da Inglaterra, a Federação Paulista de Futebol (FPF) disse no processo que não tem nada a ver com a história. Diego Carlos foi vendido por 30,5 milhões de euros e os dirigentes do América estavam na expectativa de receber R$ 775 mil a que teriam direito pelo fato de o clube fazer parte da formação do atleta. “A Federação Paulista de Futebol não tem qualquer ingerência sobre referido contrato de venda, sendo responsável, tão apenas, pelo registro do contrato especial de trabalho desportivo”, afirmou a entidade em ofício encaminhado à juíza do Trabalho Ana Paula Silva Campos Miskulin, que determinou o bloqueio dos valores. E só piora: a FPF ainda aproveitou a oportunidade para lembrar a Justiça do Trabalho que não haverá repasse de cotas de subvenção para os clubes que participam apenas da 1ª fase do Campeonato Paulista da Série B. Como o América já está eliminado, o Rubro não vai receber um centavo pela participação no torneio.

 
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